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Acusado de charlatanismo, ‘Dr. Cloroquina’ é sancionado na França

·1 min de leitura

O médico e professor francês Didier Raoult, que ficou mundialmente conhecido como ‘Dr. Cloroquina’, foi alvo de uma sanção disciplinar da Ordem de Medicina. A instituição, que ameaçou banir o profissional, considera que ele infringiu o Código de Ética Médica ao promover o uso da hidroxicloroquina no tratamento contra a Covid-19, apesar de a eficácia do medicamento contra o coronavírus nunca ter sido provada.

O professor de 69 anos, que também dirige o Hospital Universitário (IHU) de Marselha, no sul da França, vinha sendo alvo de várias queixas de seus pares nos órgãos de controle da profissão, como a Ordem de Medicina e o Conselho Nacional da Ordem dos Médicos. Ele era acusado de ter promovido o uso da cloroquina para combater a Covid, “sem ter dados científicos” que provassem a utilidade do tratamento.

As declarações do médico influenciaram a política de luta contra o vírus em vários países no início da pandemia. No entanto, diversos estudos mostraram mais tarde que o uso da hidroxicloroquina não era adequado para combater o vírus, e poderia representar um risco para os pacientes.

Segundo o relatório apresentado pelo conselho de disciplina da Ordem de Medicina, a promoção da cloroquina feita por Raoult se assemelha a “charlatanismo”. O orgão afirma que o médico teria corrido “riscos imprudentes” ao prescrever um tratamento que “não foi validado pela ciência”.

Sanção branda


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