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Acusado do assassinato de jornalista em Malta é condenado a 15 anos de prisão

·2 minuto de leitura
Manifestação convocada pela sociedade civil e familiares da jornalista assassinada Daphne Caruana Galizia, em Valletta, 29 de novembro de 2019

Um dos três acusados pelo assassinato, em outubro de 2017, da jornalista maltesa especializada em temas de corrupção, Daphne Caruana Galizia, foi condenado nesta terça-feira (23) a 15 anos de prisão, na primeira pena condenatória pelo crime.

"Vincent Muscat, como se declara diante das acusações?", perguntou o secretário do tribunal, ao que o acusado respondeu "culpado", observou um jornalista da AFP presente na audiência no tribunal de La Valeta.

Os juízes o condenaram a 15 anos de prisão, seguindo as recomendações da Promotoria, que solicitou uma pena branda em relação ao código penal de Malta, considerando que o acusado cooperou com a Justiça e garantiu que não recorreria.

A família da jornalista, decepcionada com o veredicto, disse esperar que a condenação de Muscat "abra caminho para justiça total para Daphne Caruana Galizia".

Caruana, que tinha um blog muito popular onde denunciava a corrupção das elites do arquipélago, morreu aos 53 anos em 16 de outubro de 2017 na explosão de um carro-bomba.

Três homens com antecedentes criminais - os irmãos Alfred e George Degiorgio e Vincent Muscat - foram indiciados no dia seguinte, por suspeitas de participação em uma organização criminosa e de terem fabricado a bomba.

Desde então, eles se declararam inocentes, até a reviravolta desta terça-feira.

Um quarto homem ligado ao caso, Yorgen Fenech, da empresa 17 Black, foi preso em 2019 em seu iate na costa de Malta, enquanto tentava fugir.

Alguns meios de comunicação e a família da jornalista o apresentam como um possível mentor do assassinato. As audiências sobre as acusações contra ele ainda não começaram.

Foi justamente Daphne que revelou as ligações entre Fenech e altos políticos malteses.

Ela descobriu, em particular, que uma empresa de Dubai, a 17 Black, havia pago dois milhões de euros a Keith Schembri, na época chefe de gabinete do primeiro-ministro Joseph Muscat (sem parentesco com Vincent Muscat), e Konrad Mizzi, ministro do Turismo.

O consórcio de jornalistas Projeto Daphne, que retomou suas investigações, revelou que a 17 Black era propriedade de Fenech.

A prisão de Fenech levou a uma cascata de renúncias de alto nível na arena política.

Joshep Muscat renunciou em novembro de 2019, seguido pelo ministro do Turismo.

Por sua vez, o primeiro-ministro deixou o cargo em 1º de janeiro de 2020 e foi substituído por Robert Abela, um advogado empresarial.

str-ljm/mar/eb/mb/mr