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Acusada de matar filho de 3 anos não lembra de nada e está “em paz”, diz advogado

·5 minuto de leitura
Gael de Freitas Nunes foi encontrado pela tia-avó já desacordado na cozinha do apartamento (Foto: Reprodução)
Gael de Freitas Nunes foi encontrado pela tia-avó já desacordado na cozinha do apartamento (Foto: Reprodução)
  • Mulher é acusada de matar o próprio filho, Gael, de apenas três anos

  • Andréia Freitas de Oliveira teria sofrido um surto e assassinado a criança

  • Seu advogado garantiu que ela não sente remorso e encontra-se "em paz"

Acusada de matar o próprio filho, Gael, de apenas três anos, Andréia Freitas de Oliveira está “em paz”. Seu advogado afirmou ao UOL nesta quarta-feira que a mulher não se lembra de ter cometido o crime e encontra-se “sereníssima”.

Andréia foi transferida para a Penitenciária Tremembé 1 na última terça-feira. Ela foi indiciada por homicídio qualificado por meio cruel contra Gael Freitas Nunes, na segunda, em São Paulo.

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A mulher de 37 anos argumenta que teve um surto e perdeu a consciência no momento do crime. Seu advogado, Fábio Gomes da Costa, relatou que, no primeiro contato entre eles, ouviu da cliente: “Eu não lembro”.

"A primeira coisa que ela fez quando meu viu foi por a mão na cabeça e perguntar: 'O senhor sabe onde está o Gaelzinho?' E eu tive de dar a notícia", disse ao UOL. “Ela desabou a chorar e só consegui continuar com a conversa 40 minutos depois.”

Andréia afirma que estava na cama, com febre, na noite de domingo, quando decidiu tomar um banho e perdeu a consciência. A mulher afirma que só “acordou” quando foi retirada de casa pela polícia, que encontrou-a em posição fetal no banheiro.

"Ela tem tristeza por ter perdido o filho. Mas ela não sente remorso porque não se coloca na condição de autora", comentou o advogado. “Ontem, ela me disse uma coisa que me chamou a atenção. Ela disse que está em paz. Ela está sereníssima, remorso zero. Tristeza? Não é uma tristeza profunda, não está desesperada.”

Relembre o crime

Andréia foi presa na última terça-feira, suspeita de matar Gael. O garoto foi encontrado com sinais de violência no apartamento da família no bairro da Bela Vista, região central de São Paulo.

A mulher teria cometido as agressões que levaram à morte do menino na manhã desta segunda-feira (10). No mesmo dia, a criança chegou a ser levada à Santa Casa de São Paulo, mas já chegou sem vida.

Segundo informações do Boletim de Ocorrência (BO), Gael foi encontrado desacordado na cozinha pela tia-avó. No local, estava Andréia. A criança morava com a mãe, com a tia-avó e a irmã de 13 anos.

Mãe teria passado por surto

De acordo com a Polícia Militar, que foi acionada pelo Samu, a mãe teria passado por um surto psicótico. Ela foi encaminhada até o Hospital do Mandaqui, na Zona Norte, para ser medicada.

Segundo o G1, o médico do Samu que fez o atendimento da criança no local, Washington Canedo, contou que tentou falar com a mãe de Gael para saber o que tinha acontecido, mas ela também não respondeu.

"A mãe, o tempo inteiro, encontrava-se na cozinha. Nossa equipe tentou diversas vezes coletar informação, mas acho que devido ao trauma, ao choque, à situação toda, ela não estava responsiva. Quem nos dava informação era somente a avó e a irmã menor de idade", afirmou na noite de segunda-feira.

Em nota, a Santa Casa de São Paulo informou que a criança chegou ao hospital "em processo de reanimação pela equipe do SAMU e permaneceu em reanimação pela equipe médica do hospital, sendo constatado óbito na sequência".

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo disse que a mãe foi encontrada em estado de choque e levada para um hospital psiquiátrico após o menino ser socorrido.

Depoimento da tia-avó

A tia-avó do garoto afirmou à polícia ter dado mamadeira para a criança, por volta das 9h. Logo em seguida, o menino foi para a cozinha, onde estava a mãe. No apartamento moravam os três e a irmã do garoto, uma adolescente.

A idosa afirmou que ouviu o menino chorar, logo após ele ir para a cozinha, e pensou que a criança pedia colo. Por isso, chamou o garoto de volta à sala, para ver desenhos animados. Porém, ainda segundo a aposentada à polícia, a mãe do garoto pediu que ele ficasse com ela.

No depoimento, a idosa disse que cerca de cinco minutos depois ouviu barulho de batidas na parede, que imaginou serem no vizinho. Neste instante, segundo o relato, a criança parou de chorar.

A tia-avó afirmou que, entre dez e 15 minutos se passaram, quando ouviu barulho de vidros quebrados na cozinha. A idosa disse à polícia que foi até lá e encontrou o menino deitado no chão, coberto por uma talha de mesa, e com vômito por perto.

Em seu relato, a idosa disse que retirou a toalha de cima do garoto e perguntou o que havia acontecido. A mãe da criança, porém, teria ficado de cabeça baixa, "e não pronunciou nenhuma palavra", segundo o depoimento da tia-avó.

"A depoente [tia-avó] percebeu que o menino já estava sem vida e levou-o para o quarto dele", diz trecho de boletim de ocorrência.

Idosa tentou impedir que a irmã de Gael percebesse a morte

A idosa pediu para que a irmã da criança ligasse para o Samu, tentando evitar que a adolescente percebesse que o irmão estava morto, segundo afirmou à polícia.

Ao chegar ao local, os socorristas encontraram o menino desacordado, no chão da cozinha, com sinais de violência. Eles realizaram procedimentos de reanimação, como massagem cardíaca, de acordo com registro policial, mas a criança não reagiu.

A polícia afirma que a mãe do garoto foi encontrada em estado de choque no banheiro, sob o chuveiro. Ela foi levada a um pronto-socorro, para a ala de tratamento psiquiátrico. Já a criança foi encaminhada para a Santa Casa, onde sua morte foi confirmada.

Segundo a tia-avó, a mãe do menino já foi internada quatro vezes após começar a tomar medicamentos para emagrecer. A última internação ocorreu há cerca de sete anos. A idosa não soube informar se a mãe do menino faz tratamento psiquiátrico atualmente.

O caso, registrado como homicídio simples, foi primeiramente encaminhado ao 78º DP (Jardins), mas será investigado pela 1ª DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).

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