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Acordo criticado da UE com China envia alerta para Biden

Bloomberg News
·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Depois de mais de sete anos de negociações com o governo de Pequim, o acordo histórico fechado pela União Europeia com a China foi recebido com cautela. Inoportuno e ingênuo foram apenas algumas das acusações levantadas sobre o Acordo Abrangente de Investimento concluído em 30 de dezembro.

Agora, após uma semana de relativo silêncio, governos rebatem as críticas que consideram injustas. Entrevistas com autoridades de governos das principais capitais da Europa mostraram uma convicção comum de que o acordo não só contém concessões reais de Pequim, mas que coloca a UE em uma posição mais forte para retomar relações com Washington após quatro anos de antagonismo alimentado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Em vez de repreensão ao governo do presidente eleito Joe Biden, como acusaram críticos, o acordo representa o primeiro passo de volta a uma ordem multilateral após a campanha do “America First” de Trump. Os EUA precisam da Europa como um ator global, não como um vassalo, então é do interesse dos americanos que o bloco se apresente como uma força geopolítica por si só, disse outra autoridade em Roma.

“Sim, pode ser visto como uma abordagem mais estratégica e autônoma para China”, e uma que Biden pode não gostar, disse Sigmar Gabriel, ex-ministro de Relações Exteriores alemão e vice-chanceler, em entrevista à Bloomberg Television. “Mas, por outro lado, há espaço de manobra suficiente para dar as mãos” e forjar uma posição comum sobre a China.

Trabalho forçado

Parlamentares europeus e observadores da China em ambos os lados do Atlântico argumentam que os líderes do bloco foram ingênuos em confiar em Pequim sobre as cláusulas do acordo sobre desenvolvimento sustentável, incluindo compromissos sobre trabalho forçado que, segundo eles, nunca serão cumpridos. Ao assinar o acordo agora, líderes da UE estão dando à China um golpe diplomático ao reprimir a dissidência em Xinjiang e Hong Kong, dizem.

Autoridades da UE dizem que o acordo, que compromete a China a fornecer maior acesso ao mercado, com aumento potencial do valor do comércio bilateral de cerca de US$ 650 bilhões em 2019, foi o melhor que podia ser conseguido e significativamente maior do que qualquer outro já alcançado.

O acordo de investimento não foi pensado para tratar de questões de direitos humanos, mas ainda dá à Europa vantagem em suas discussões com a China, segundo o gabinete do presidente francês Emmanuel Macron. A autoridade italiana disse que seria impensável até recentemente levar a China a aderir aos padrões internacionais sobre direitos dos trabalhadores.

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