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Ações da Petrobras despencam 4% em meio a rebaixamento pelo UBS BB

Ações da Petrobras caem em meio a preocupação de investidores com redução de dividendos
Ações da Petrobras caem em meio a preocupação de investidores com redução de dividendos
  • Investidores se preocupam com redução no pagamento de dividendos a partir do próximo ano;

  • Lula afirmou que utilizaria lucro da Petrobras como reinvestimento na petroleira;

  • Diversificação em renováveis e transição energética serão foco da estatal nos próximos anos.

As ações da Petrobras iniciaram o dia em queda nesta terça-feira (22), em meio a um rebaixamento nas recomendações do UBS BB, banco de investimentos e gestão de fortunas, fruto da união do Banco do Brasil e da empresa suíça. No momento de escrita desta reportagem a queda está em aproximadamente 4%.

A perda é uma das maiores da Ibovespa, e acontece mesmo em meio a uma recuperação dos preços do petróleo do exterior, que ampliaram a margem de lucro da petroleira brasileira dada sua política de preços.

Os analistas da filial brasileira do banco de investimentos suíço divulgaram no final desta segunda-feira (21) um novo relatório sobre a empresa, no qual afirmam que “seis anos se passaram e agora acreditamos que essas fases estão em caminho de reversão, com os próximos anos parecendo mais sombrios do que os picos que a Petrobras atingiu”.

No documento os analistas financeiros também reduziram o preço-alvo dos papéis preferenciais de 47 para 22 reais. “Acreditamos que a estratégia da empresa, principalmente em preços e alocação de capital, vai se deteriorar, o que esperamos que se espalhe em suas finanças. Esperamos capex mais alto e preços de combustível mais baixos, pressionando os resultados e o retorno potencial para os acionistas.”

A mudança de perspectiva com a empresa é causada pela vitória eleitoral de Lula, que afirmou em campanha que pretende realizar mudanças na Petrobras, como por exemplo, reduzir o pagamento de dividendos para os acionistas e redirecionar esse dinheiro para investimentos.

“Maiores investimentos e uma busca pela diversificação em renováveis e transição energética exigiriam que a Petrobras se tornasse ‘maior’, e as despesas gerais – que haviam sido negligenciadas pelo mercado nos últimos anos – tornam-se uma preocupação.”