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Acionista do Carrefour, Abílio Diniz chama assassinato de João Alberto de “brutalidade”

Colaboradores Yahoo Notícias
·3 minuto de leitura
Demonstrators make a barrier out of car tyres as they take part in a protest inside the supermarket Carrefour in Rio de Janeiro, Brazil, on November 20, 2020 on Black Consciousness Day, against the death of a black man inside a supermarket of the same chainin Porto Alegre. - The death on Thursday night of Joao Alberto Silveira Freitas after being beaten by white security agents in a supermarket belonging to the Carrefour group in Porto Alegre unleashed a wave of indignation in Brazil. (Photo by Carl DE SOUZA / AFP) (Photo by CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images)
Demonstrators make a barrier out of car tyres as they take part in a protest inside the supermarket Carrefour in Rio de Janeiro, Brazil, on November 20, 2020 on Black Consciousness Day, against the death of a black man inside a supermarket of the same chainin Porto Alegre. - The death on Thursday night of Joao Alberto Silveira Freitas after being beaten by white security agents in a supermarket belonging to the Carrefour group in Porto Alegre unleashed a wave of indignation in Brazil. (Photo by Carl DE SOUZA / AFP) (Photo by CARL DE SOUZA/AFP via Getty Images)

O empresário Abílio Diniz, acionista e conselheiro do hipermercado Carrefour, classificou como “tragédia” e “enorme brutalidade” o assassinato do cliente João Alberto Silveira Freitas, homem negro de 40 anos espancado até a morte por dois seguranças brancos de uma unidade da rede em Porto Alegre.

Em seu perfil no Twitter, Diniz se solidarizou com a família da vítima e exigiu do hipermercado esforços “para que fatos trágicos como este jamais se repitam”.

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“O que aconteceu em Porto Alegre ontem foi terrível e me deixou profundamente triste e indignado. Minha solidariedade e orações à família de João Alberto Silveira Freitas. Sua morte é uma tragédia e uma enorme brutalidade”, escreveu o empresário.

“O racismo é execrável e inaceitável e devemos combatê-lo sempre, com toda a força. Dezenas de milhões de brasileiros enfrentam diariamente agressões e enormes dificuldades por conta do racismo, e nosso país não vai avançar de verdade sem que isso seja endereçado de forma efetiva”, prosseguiu.

“Como acionista e conselheiro do Carrefour, pedi à empresa que não meça esforços e trabalhe incansavelmente para que fatos trágicos como este jamais se repitam no Brasil. E mais, que o Carrefour se organize para ser um agente transformador na luta contra o racismo estrutural no Brasil e no mundo”, concluiu Abílio Diniz.

Na noite da última quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra, João Alberto Silveira Freitas foi espancado até a morte após uma briga na porta do supermercado Carrefour, no bairro Passo d’Areia, na capital gaúcha.

De acordo com informações preliminares, ele havia discutido com dois seguranças do estabelecimento antes da briga começar. Segundo a Brigada Militar, a confusão teria iniciado no caixa do supermercado, envolvendo o homem e uma funcionária. A vítima teria ameaçado agredir a mulher, que chamou os seguranças.

Os dois funcionários teriam encaminhado João Alberto Silveira Freitas para fora do estabelecimento e é aí que as histórias começam a divergir. A Brigada Militar afirma que a briga se deu porque o homem não aceitou ser removido do local, mas testemunhas afirmam que os dois seguranças seguiram João Alberto dentro do estabelecimento e o agrediram na saída.

Confira, abaixo, o posicionamento do Carrefour sobre o ocorrido:

Sobre a brutal morte do senhor João Alberto Silveira Freitas na loja em Porto Alegre, no bairro Passo D’Areia:

O Carrefour informa que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos neste ato criminoso. Também romperá o contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram a agressão. O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário.

O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente, tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

Para nós, nenhum tipo de violência e intolerância é admissível, e não aceitamos que situações como estas aconteçam. Estamos profundamente consternados com tudo que aconteceu e acompanharemos os desdobramentos do caso, oferecendo todo suporte para as autoridades locais.