Mercado fechado
  • BOVESPA

    125.052,78
    -1.093,88 (-0,87%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.268,45
    +27,94 (+0,06%)
     
  • PETROLEO CRU

    72,17
    +0,26 (+0,36%)
     
  • OURO

    1.802,10
    -3,30 (-0,18%)
     
  • BTC-USD

    34.411,16
    +600,67 (+1,78%)
     
  • CMC Crypto 200

    786,33
    -7,40 (-0,93%)
     
  • S&P500

    4.411,79
    +44,31 (+1,01%)
     
  • DOW JONES

    35.061,55
    +238,20 (+0,68%)
     
  • FTSE

    7.027,58
    +59,28 (+0,85%)
     
  • HANG SENG

    27.321,98
    -401,86 (-1,45%)
     
  • NIKKEI

    27.548,00
    +159,80 (+0,58%)
     
  • NASDAQ

    15.091,25
    +162,75 (+1,09%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,1216
    +0,0014 (+0,02%)
     

Acesso a vacinas de RNA mensageiro agrava diferenças na pandemia

·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- A nova onda de casos de Covid-19 amplia uma das maiores injustiças da era da pandemia: a lacuna entre países que têm vacinas de RNA mensageiro e os que não têm.

A tecnologia de ponta, que estreou durante a pandemia, mostrou ser mais eficaz do que qualquer outra para evitar infecções e doenças graves causadas pelo coronavírus. No entanto, apenas algumas instalações nos Estados Unidos e na Europa Ocidental respondem por quase todo o suprimento mundial de imunizantes de RNAm, deixando muitos países em uma corrida desesperada para recuperar o atraso.

Países como Coreia do Sul, Indonésia e África do Sul buscam estabelecer a produção de RNAm e desenvolver outras colaborações no segmento, mas também percebem que podem levar anos para dominar a nova ciência, o que deixa seus países dependentes de vacinas menos potentes que poderiam expor a população a ondas repetidas de Covid e atrasar a reabertura das economias.

Na África do Sul, onde os imunizantes são tão escassos que apenas 5% da população foi vacinada, no mês passado o governo anunciou uma parceria com a Organização Mundial da Saúde e fabricantes de medicamentos locais em um plano ambicioso para transformar o país em um centro para as primeiras vacinas de RNAm “Made-in-Africa”.

Um elemento crítico faltava no plano: uma empresa com a tecnologia para produzir vacinas de RNAm. Para um acesso mais rápido, o polo sul-africano precisaria de um dos três desenvolvedores que já estão produzindo doses de RNAm para transferir know-how, mas até agora a Moderna, que tem sede em Cambridge, Massachusetts, não se comprometeu, tampouco a Pfizer, de Nova York, ou sua parceira alemã BioNTech.

“São empresas, sabemos que não é muito fácil tomar decisões”, disse Bartholomew Dicky Akanmori, conselheiro regional da OMS para regulamentação, qualidade e segurança de vacinas para a África. “Estão relutantes”, afirmou em entrevista.

Sem esse tipo de acesso, cientistas de países como a África do Sul precisariam aperfeiçoar o processo complicado de fabricar uma vacina de RNAm, que envolve etapas como a produção de nanopartículas de lipídios, os veículos usados em uma dose de RNAm para entregar o código genético que ajuda a desencadear a resposta imunológica.

Então teriam que desenvolver, testar e produzir em massa as vacinas, o que poderia levar anos e exigir recursos aos quais muitas nações, especialmente as mais pobres, não têm acesso. Com potencial para diversas aplicações, desde vacinas para combater outros vírus até drogas contra o câncer, essa falta de infraestrutura para a tecnologia RNAm pode colocá-los em desvantagem no setor farmacêutico por muitos anos.

Mas não são apenas as nações mais pobres que se preocupam com o acesso ao RNAm. Alcançar a produção doméstica de vacinas de RNAm tornou-se um problema de segurança nacional em alguns países, devido às falhas na cadeia de suprimentos, restrições de exportação e picos de demanda que afetaram a distribuição mais ampla de vacinas contra a Covid.

“As pessoas na Coreia perguntam ao governo: ‘Por que não temos nossas próprias vacinas?’”, disse Sun Woo Hong, CEO de uma nova subsidiária de vacinas da OliX Pharmaceuticals, sediada nos arredores de Seul. “Como coreano, ter a plataforma de desenvolvimento de uma vacina de RNAm na Coreia é muito importante.” A empresa fechou um acordo no mês passado para colaborar em uma vacina de RNAm com o conglomerado coreano Samyang Holdings e em produtos de RNAm para outras doenças com a GC Pharma.

More stories like this are available on bloomberg.com

Subscribe now to stay ahead with the most trusted business news source.

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos