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Acessibilidade: cadeira criada por engenheiro para a mulher será usada para trekking no Parque da Cidade, em Niterói

·2 minuto de leitura

NITERÓI — Quando o engenheiro civil e montanhista Guilherme Simões criou a cadeira Julietti, há pouco mais de cinco anos, para que a mulher, Juliana Tozzi, diagnosticada com uma síndrome neurológica rara que limitou seus movimentos, o acompanhasse nas trilhas, ele só pensava em estar com ela novamente em contato com a natureza. Mas uma foto deles juntos em uma dessas aventuras viralizou nas redes sociais e fez a cadeira se popularizar. Hoje, são cerca de 200 espalhadas pelo Brasil. Algumas delas vieram para Niterói e farão parte do programa EcoTur Sem Barreiras, que, a partir do próximo mês, vai promover trekking adaptado na trilha do Bosque dos Eucaliptos, no Parque da Cidade.

Os passeios serão gratuitos e precisam ser agendados no site da Neltur (visit.niteroi.br), que desenvolve o projeto junto com as secretarias municipais de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Sustentabilidade e de Acessibilidade.

Simões diz que a maior parte das pessoas que usam as cadeiras é novata nas trilhas, ao contrário de sua mulher, que já praticava montanhismo antes de ter os movimentos comprometidos.

— O grande trunfo da Julietti é tirar as pessoas que têm dificuldade de se locomover do submundo, porque é quase um submundo. Não existe nenhum parque público em que um cadeirante consiga se locomover por toda a extensão. Quem usa a Julietti são pessoas que saem pouco, fazem fisioterapia em casa e não têm muito contato com a natureza. No máximo, vão ao shopping, porque é acessível. A Julietti possibilita o contato com a natureza. A experiência de passar por um caminho cercado de verde é transformadora — diz.

A trilha que se tornará acessível está inserida no programa da Neltur de mapeamento e visitação a 14 percursos que compõem o Parque Natural Municipal de Niterói (Parnit), cuja sede fica no Parque da Cidade, no Morro da Viração: Colonial, Ilha do Pontal, Pedra do Santo Inácio, Bosque dos Eucaliptos, Campinho, Zé Mondrongo, Blocos, Mirante da Lagoa, Pedra Quebrada, Cunhambebe, Tapera, Platôs, São Francisco e Cafubá.

Na última semana, as secretarias responsáveis pelo programa EcoTur sem Barreiras promoveram capacitação específica de profissionais e voluntários que vão acompanhar os passeios de trekking adaptado. Futuramente, além do Bosque dos Eucaliptos, outras trilhas também poderão se tornar acessíveis.

A trilha do Bosque dos Eucaliptos também ganhará intervenções para torná-la acessível a pessoas com limitações visuais e auditivas: a vegetação receberá avatares em Braile e QRcodes que, lidos pelo celular, darão acesso a um guia virtual em Libras.

De acordo com a Neltur, os passeios serão realizados duas vezes por mês, aos domingos, partindo do Parque da Cidade, e contarão com guias bilíngues. A Neltur informa ainda que as saídas acontecerão sempre às 8h e obedecerão aos protocolos de prevenção contra a Covid-19.

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