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Acampamento com 4 mil famílias sem moradia reúne brasileiros e estrangeiros na Baixada Fluminense

·3 minuto de leitura

Com menos de dois meses de existência, o Acampamento de Refugiados 1º de Maio, em Itaguaí, saltou de 400 para 4 mil famílias. Estas pessoas ocupam uma área vazia e abandonada, de propriedade da Petrobras, no bairro Ponte Preta. O movimento, que luta por moradia, chegou ao local no último Dia do Trabalhador. No terreno há estrangeiros e brasileiros que temem as constantes ameaças de despejo.

No último dia 2, o Superior Tribunal de Justiça (STF) expediu uma ordem de reintegração de posse, atendendo a um pedido da Petrobras. Há a orientação de que as famílias sejam assistidas com opções de moradias e inscrição em programas sociais. Ainda não existe previsão de quando a decisão da Justiça será cumprida. Procuradas, a Petrobras e a Prefeitura de Itaguaí não se manifestaram até o fechamento da reportagem.

A área seria destinada à construção de um polo petroquímico, que acabou sendo levado para Itaboraí. A ocupação tem apoio de centrais sindicais e conta com uma enfermaria, cozinhas comunitárias, uma creche e quadras que foram improvisadas para que as crianças pratiquem diferentes esportes. Entre as tendas e barracas também há cabeleireiros, barbeiros e mercearias. Os moradores continuam temendo as ameaças de despejo.

Josimar Sampaio, de 47 anos, chegou ao local há duas semanas porque estava morando de favor na casa de amigos. Desempregado, o pedreiro, que vivia em Rio das Ostras, está na ocupação com a esposa, duas filhas, duas netas, dois genros e a sogra. Uma das filhas morava em Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, na mesma rua onde um prédio desabou recentemente, e acabou tendo que deixar o local. A esposa dele, Jupiara dos Santos, de 53 anos, era balconista e também está desempregada, e tem expectativa de construir uma casa no local

.

— Espero ter um terreno para fazer minha casinha aqui. Nessa pandemia, está todo mundo sem pé nem mão, e o auxílio emergencial ainda diminuiu — lamenta.

Ela e o marido já foram vítimas de enchentes que acabaram com suas casas, em Nova Friburgo e Teresópolis, na Região Serrana.

Estrangeiros tentam unir familiares

O acampamento também abriga estrangeiros. A haitiana Guerda Bruuny, de 41 anos, veio para o Brasil há seis e sonha em conseguir uma casa na área. Ela tem uma barraca onde vende biscoitos e refrigerantes, mas diz que os produtos têm pouca saída.

— Não vende nada. Meu marido e eu estamos desempregados. Só isso para ajudar, mas não vende.

Ex-refugiada, a venezuelana Yeltiyx García, de 47 anos e que vive há cinco no Brasil, se emociona ao falar sobre o sonho de ter uma casa para reunir os familiares.

— Precisamos ter um lugar para ficar com a família. Quero ver meus filhos, poder reuni-los — conta.

Yeltiyx está no acampamento com duas filhas, quatro netos, o marido e o pai dos netos, todos desempregados. Ela diz que tem filhos espalhados por outros estados e anseia por esse reencontro.

Já a aposentada que morava de aluguel em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, Aparecida dos Santos, de 65 anos, ficou sabendo do acampamento por uma amiga que também está vivendo lá:

— Foi a necessidade que me trouxe para cá. Meu salário de aposentada não dá para pagar aluguel.

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