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Acadêmico de Oxford diz que Bitcoin é pior que esquema Ponzi

·3 min de leitura
Homem desanimado com Bitcoin e apontando dedo para baixo
Homem desanimado com Bitcoin e apontando dedo para baixo

Em publicação na Future Times nesta quarta-feira (22), Robert McCauley, acadêmico de Oxford, afirmou que o Bitcoin é pior que o esquema Ponzi, como o administrado por Bernard Madoff por décadas.

Em sua publicação, McCauley cita um documento intitulado “Bitcoin é um Ponzi” do cientista da computação brasileiro, Jorge Stolfi, professor da Unicamp. Indo além, o acadêmico diz que o Bitcoin é ainda pior que um esquema Ponzi.

Enquanto isso, McCauley deve estar contente com o dólar vivendo o maior período de inflação das últimas três décadas. Sem falar na provável migração para uma CBDC, moeda digital de banco central, onde viveremos em um período de maior censura e menos privacidade.

Bitcoin é esquema Ponzi, segundo acadêmico de Oxford

As visões, tanto de McCauley quanto Stolfi, apenas mostram a falta de conhecimento sobre o assunto ao acreditar que o Bitcoin é um esquema Ponzi onde investidores antigos lucram com a entrada de novos. Abaixo estão os cinco pontos abordados por eles.

  1. As pessoas investem porque esperam bons lucros e

  2. essa expectativa é sustentada por tais lucros sendo pagos àqueles que optam por sacar. Contudo,

  3. não há fonte externa de receita para esses pagamentos. Em vez disso,

  4. as recompensas vêm inteiramente de novos investimentos, enquanto

  5. os operadores levam embora grande parte desse dinheiro.

Primeiramente é importante notar que grande parte das pessoas busca o bitcoin por ser um ativo finito e de impressão controlada, servindo como proteção as políticas monetárias realizada por todos os países que, ao imprimir dinheiro, fazem o mesmo perder seu poder de compra.

Como o Bitcoin tem apenas 12 anos e é ainda pouco aceito, como moeda, geralmente é necessário convertê-lo para uma moeda local para gastá-lo. Apesar disso, o objetivo final é fazer com que ele se torne uma moeda, como já está sendo visto em El Salvador, ou seja, não há nada de diferente entre o Bitcoin e o Dólar, Real ou Euro, a não ser os pontos citados acima (e alguns outros, todos a favor do BTC).

Deixando o Bitcoin como sistema de pagamento de lado, é importante notar que até mesmo a Visa, gigante dos cartões, está trabalhando com o bitcoin como forma de dinheiro. Ou seja, já é possível usar esta solução para gastar BTC em 80 milhões de estabelecimentos ao redor do mundo.

Por fim, afirmar que o Bitcoin é um esquema Ponzi porque especuladores buscam proteger seu capital, é o mesmo que chamar qualquer outro ativo de Ponzi, como o ouro, prata, terrenos e qualquer outro que você consiga pensar.

Um breve comentário sobre o ponto cinco, o bitcoin não possui nenhum operador, qualquer pessoa pode minerar novas moedas, hoje limitadas a 6,25 BTC por bloco.

Pior que Ponzi

Apesar de já ser uma falta de conhecimento chamar o Bitcoin de Ponzi, McCauley vai além e diz que ele é ainda pior. Segundo o acadêmico, enquanto esquemas Ponzi são um jogo de soma zero, o Bitcoin pode ter uma soma negativa.

O motivo disso, segundo McCauley, é que enquanto Madoff (ou qualquer outro operador de pirâmide) ficava com o dinheiro dos investidores, todos sairão perdendo com o Bitcoin caso seu preço caia.

O fato é que já estamos perdendo, e muito, com moedas fiduciárias conforme governos imprimem mais moedas, de forma infinita, e poucos se beneficiam com isso. A moeda emitida pelo Banco Central do Brasil, o Real, por exemplo, lentamente perdeu 83% de seu poder de compra desde sua criação.

Desvalorização do Real ao longo de sua história. Fonte: Fernando Ulrich / Twitter
Desvalorização do Real ao longo de sua história. Fonte: Fernando Ulrich / Twitter

Nem mesmo países com economias fortes, como os EUA, estão a salvo de suas próprias políticas monetárias. Após imprimir 21% de toda sua oferta monetária em 2020, hoje o país enfrenta um período de inflação não visto há 30 anos. Então imagine o que está acontecendo na Turquia, país que vê o poder da moeda local derrapar forte no mercado.

Ou seja, se o acadêmico ainda não entendeu o apelo do Bitcoin em pleno final de 2021, é provável que nunca entenda.

Fonte: Livecoins

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