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'Acabei com a Lava-Jato, porque não tem mais corrupção no governo', diz Bolsonaro

Redação Notícias
·3 minutos de leitura
Brazil's President Jair Bolsonaro, smiles while speaking at a ceremony launching the housing program "Green and Yellow House," at the Planalto presidential palace in Brasilia, Brazil, Tuesday, Aug. 25, 2020, amid the new coronavirus pandemic. (AP Photo/Eraldo Peres)
Brazil's President Jair Bolsonaro, smiles while speaking at a ceremony launching the housing program "Green and Yellow House," at the Planalto presidential palace in Brasilia, Brazil, Tuesday, Aug. 25, 2020, amid the new coronavirus pandemic. (AP Photo/Eraldo Peres)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na tarde desta quarta-feira (7), ter acabado com a operação Lava-Jato porque, segundo ele, “não existe mais corrupção no governo”.

A fala do presidente aconteceu durante a cerimônia de lançamento do programa “Voo Simples”, no Palácio do Planalto, em Brasília. Bolsonaro completou dizendo ter “orgulho” disso, mas que “não é virtude, é obrigação”.

“Eu desconheço lobby para criar dificuldade para vender facilidade. Não existe. É um orgulho, uma satisfação que eu tenho, dizer a essa imprensa maravilhosa nossa que eu não quero acabar com a Lava-Jato. Eu acabei com a Lava-Jato, porque não tem mais corrupção no governo. Eu sei que isso não é virtude, é obrigação”, disse Bolsonaro.

Criada em 2014, a operação Lava Jato teve 76 operações deflagradas e tem em sua lista de condenações nomes de destaque como do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu, Marcelo Odebrecht, Eduardo Cunha, Nestor Cerveró, entre outros.

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Na manha desta quarta, a Polícia Federal deflagrou nova fase da operação, batizada de "Sem limites III", para cumprir mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro. O objetivo é investigar supostas práticas criminosas cometidas na diretoria de Abastecimento da Petrobras, especificamente na gerência executiva de Marketing e Comercialização.

Ainda no evento Bolsonaro negou ser “autoritário” e pregou ser defensor da liberdade de imprensa.

"Essa imprensa que é muito importante para todos nós e que nós queremos a sua liberdade. Me acusam muitas vezes de ser autoritário, eu nunca propus o controle social da mídia, eu nunca propus projeto para combater fake news, se bem que eu sou quem mais sofre o que mais sofre com fake news", acrescentou.

Bolsonaro tem sido criticado, inclusive por ex-aliados, por tomar decisões que contrariam os defensores do conjunto de operações e investigações iniciadas em 2014. Entre elas, a nomeação de Kassio Nunes para o STF (Supremo Tribunal Federal), um juiz tido como garantista.

O núcleo garantista no Supremo costuma impor derrotas à Lava Jato.

Além do mais, Bolsonaro adotou nos últimos meses um tom mais pragmático e tem priorizado uma boa relação tanto com o Judiciário quanto com o Congresso Nacional, em contraposição ao discurso crítico da chamada velha política que marcou sua campanha eleitoral.

Em seu discurso nesta quarta, Bolsonaro se referiu novamente às críticas que têm recebido por suas indicações, sem fazer referência direta à escolha do novo ministro do STF.

"Nós fazemos um governo de peito aberto. E quando indico qualquer pessoa para qualquer local eu sei que é uma pessoa boa tendo em vista a quantidade de críticas que ela recebe em grande parte da mídia", concluiu.

com informações da Folhapress