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Acúmulo de vacinas cria polarização, diz presidente do Botswana

·2 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O presidente do Botswana, Mokgweetsi Masisi, disse que nunca viu o mundo tão polarizado como agora devido à questão do acesso às vacinas contra a Covid-19.

A postura de países ricos, que compraram mais vacinas do que precisam enquanto grande parte da África ainda tenta adquirir doses, deve ser “condenada nos termos mais fortes”. Farmacêuticas também devem ser obrigadas a compartilhar a tecnologia necessária para fabricar os imunizantes, disse.

“Nunca vi uma crise que nos dividisse de forma tão acentuada”, disse Masisi em entrevista na sexta-feira em Dar es Salaam, capital comercial da Tanzânia. Isso “faz com que reflitamos profundamente e façamos perguntas existenciais sobre o sentido do multilateralismo, sobre o sentido da humanidade.”

As preocupações de Masisi ecoam as de outros líderes, incluindo o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que descreveu o acúmulo de imunizantes como “apartheid da vacina” e de Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, que vê um “fracasso moral catastrófico”.

Doação dos EUA

Enquanto os Estados Unidos, um país com 326 milhões de habitantes, administrou 306 milhões de doses, 1,1 bilhão de pessoas na África receberam apenas 35,9 milhões de doses e apenas 54 milhões de vacinas foram entregues ao continente.

“Oponho-me totalmente à conduta e ao comportamento desses países que acumulam vacinas contra a Covid-19”, disse Masisi.

Os EUA, criticados por segurar seus estoques de vacinas, doarão 500 milhões de doses da Pfizer para países pobres neste ano e no próximo, segundo anúncio do presidente Joe Biden na quinta-feira. Desde então, o Reino Unido prometeu 100 milhões de doses e a Austrália, 20 milhões.

Masisi disse que apoia uma proposta apresentada pela África do Sul e pela Índia à Organização Mundial do Comércio para conseguir a renúncia de patentes de vacinas e tratamentos para a Covid-19.

“Esta não é uma questão de comércio”, disse o presidente do Botswana. “É uma necessidade existencial da raça humana.”

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©2021 Bloomberg L.P.

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