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Cotado para substituir Weintraub já defendeu a extinção do ministério da Educação

Renato Feder, secretário de Educação do Paraná - Foto: Twitter/Reprodução

Renato Feder, secretário de Educação do Paraná, cotado para ser substituto de Abraham Weintraub no Ministério da Educação (MEC) já defendeu a extinção da pasta em um livro “Carregando o Elefante — Como transformar o Brasil no país mais rico do mundo”, de 2007. As informações são do coluna do jornalista Fausto Macedo, do Estado de S. Paulo.

Além da extinção do MEC, Feder defende no livro a privatização da rede de ensino no Brasil. A proposta consistiria em pagamentos de ‘voucher’ pelo governo às famílias para elas colocarem seus filhos em escolas particulares. Tal método poderia ser adotado também no ensino superior.

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Mestre em Economia, Feder se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta segunda-feira (22). O presidente tenta escolher um nome para substituir Weintraub, que é investigado em dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em um trecho destacado pela coluna de Fausto Macedo, as polêmicas medidas são explicadas.

“Todas as escolas e universidades públicas devem ser privatizadas e o governo deve financiar a educação fundamental por meio de um sistema de vouchers. Além do valor recebido do Estado, cada escola deveria ter autonomia para determinar o preço que quer cobrar adicionalmente à verba do governo (...) Ou seja, se determinada escola possui mais candidatos do que vagas, ela pode cobrar um valor adicional para que se estude nela. Usando-se esse valor adicional como regulador, a demanda pela escola em questão será ajustada para a oferta disponível”.

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Feder e o empresário Alexandre Ostrowiecki (co-autor da obra) admitem que a questão do preço é “um pouco cruel” por deixar famílias carentes longe das melhores escolas. Porém, como observam os autores, “isso é algo que já ocorre hoje em dia, com o agravante que as escolas de base são hoje de péssima qualidade".

Apesar de considerarem que a questão do preço é ‘um pouco cruel’ por deixar as famílias carentes de fora das melhores escolas, Feder e Ostrowiecki afirmaram que ‘isso já ocorre hoje em dia, com o agravante que as escolas de base são hoje de péssima qualidade’.

Diante desse modelo, poderia haver a extinção do Ministério da Educação que, segundo os autores, “não faria mais sentido” existir. A ideia seria ter agências reguladoras.

O livro prega a redução da estrutura do governo para apenas oito ministérios. O governo Bolsonaro atualmente possui 22.

A obra “Carregando o Elefante” atualmente é rechaçada pelo secretário que, em 2019, disse ter mudado de ideia sobre as propostas após ter realizado um estudo profundo da questão da educação no país.

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