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Abiquim reitera previsão de déficit comercial recorde em 2019

Stella Fontes

Associação diz que setor já é um dos mais abertos da economia brasileira e defende "gradualismo" na inserção internacional, condicionado à redução do ‘Custo Brasil’ Após divulgar os dados de comércio exterior de produtos químicos em outubro, a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) reiterou nesta terça-feira a previsão de déficit superior a US$ 32,1 bilhões neste ano, o maior desde que teve início o acompanhamento da balança comercial do setor, em 1991.

Segundo a entidade, até dezembro, as importações deverão totalizar US$ 45,2 bilhões, com alta de 4,3% ante 2018, e as exportações devem somar US$ 13,1 bilhões, queda de 4,2%.

Em volume, a Abiquim trabalha com 48,6 milhões de toneladas importadas no ano, com crescimento de 7,6%, e com 13,6 milhões de toneladas exportadas, alta de 1,1%.

De janeiro a outubro, a importação de produtos químicos chegou a US$ 37,6 bilhões e as exportações ficaram em US$ 10,5 bilhões, com aumento de 4,9% e retração de 6,9%, respectivamente, na comparação com o mesmo período de 2018. O saldo negativo em dez meses estava em US$ 27,1 bilhões, com expansão de 10,4%.

De acordo com a associação, fertilizantes e seus intermediários seguem como principal item da pauta de importações químicas, respondendo por 20,9% do total das compras externas em valor e 66,6% em volume. Na outra ponta, as resinas ainda lideram as exportações com US$ 1,5 bilhão, retração de 11,6%.

Especificamente em outubro, segue a Abiquim, o Brasil importou US$ 4,3 bilhões em químicos, 1,4% acima do verificado um ano antes, e exportou US$ 1 bilhão, com redução de 21,8%.

Em nota, a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo, afirma que os resultados recordes da balança comercial mostram que o setor “já é um dos mais abertos da economia brasileira e acentuam ser fundamental o correto dimensionamento do tempo e do gradualismo na inserção internacional”.

“Tanto o presente quanto o futuro de toda a indústria brasileira, especialmente a química, estão em pauta e é exatamente por isso que o setor químico defende um processo de inserção internacional amparado em avaliação de impacto econômico e regulatório, dialogado, transparente e condicionado à redução progressiva do ‘Custo Brasil’”, afirma.