Abiquim estima déficit recorde em produtos químicos

A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) estima que o déficit da balança comercial de produtos químicos supere os US$ 28 bilhões até o final de 2012, um recorde. Para a diretora de Comércio Exterior da Associação, Denise Naranjo, isso se deve à combinação da desaceleração da demanda internacional por produtos químicos com o reaquecimento do mercado brasileiro.

"Há um forte sentimento de que o déficit em produtos químicos até o final de 2012 será o maior já registrado, superior a US$ 28 bilhões", afirma Denise, em nota. "Nesse contexto, é particularmente preocupante o aumento do déficit em produtos de uso final, que tem reprimido a demanda interna por produtos químicos de uso industrial fabricados no País, sem que as empresas do setor tenham conseguido alavancar suas exportações e reposicionar seus produtos no mercado internacional."

Conforme a Abiquim, o déficit na balança comercial de produtos químicos, nos últimos 12 meses, até outubro, alcançou US$ 27,7 bilhões. De novembro de 2011 a outubro deste ano, o Brasil importou US$ 42,9 bilhões em produtos químicos e exportou US$ 15,1 bilhões. Na comparação com os 12 meses anteriores (novembro de 2010 a outubro de 2011), as importações cresceram 4,4% e as exportações tiveram queda de 3,2%.

A entidade ressalta que, em outubro, especificamente, foram importados US$ 4,3 bilhões em produtos químicos, valor 18,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2011. As exportações, de US$ 1,3 bilhão, cresceram 5,1%, na mesma comparação. Frente a setembro deste ano, as importações avançaram 14,3% e as exportações, 10,2%. No acumulado até outubro, as importações somaram US$ 35,4 bilhões e as exportações chegaram a US$ 12,5 bilhões. Em relação ao mesmo período de 2011, as compras externas cresceram 1,4% ao passo que as exportações recuaram 5,2%.

Ainda de acordo com o comunicado da Abiquim, as resinas termoplásticas, com vendas de US$ 1,9 bilhão, foram os produtos químicos mais exportados pelo País, até outubro. Em relação ao mesmo período de 2011, entretanto, as vendas externas de resinas recuaram 7,8%. Os intermediários para fertilizantes permaneceram como o principal item da pauta de importações químicas, respondendo por 18,4% do total das importações de produtos químicos. De janeiro a outubro, as compras desses produtos somaram US$ 6,4 bilhões, valor 8,2% inferior ao de igual período de 2011.

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