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Abiove eleva estimativas de oferta, exportação e processamento de soja do Brasil

Roberto Samora
·2 minuto de leitura

Por Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - O Brasil deverá ter uma safra, exportação e processamento recordes de soja em 2021, contando com condições climáticas favoráveis de maneira geral e boa demanda pelos produtos, interna e externamente, estimou nesta terça-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), ao elevar suas projeções.

A associação agora projeta a safra do maior produtor e exportador global de soja em 134,8 milhões de toneladas, versus 132,6 milhões na estimativa de fevereiro, enquanto a previsão de exportação subiu para 84 milhões de toneladas, 1 milhão a mais ante o visto no mês passado.

Com isso e contando com preços elevados no mercado internacional, a exportação do complexo soja do Brasil (grão, farelo e óleo) deverá gerar divisas históricas de 45,2 bilhões de dólares em 2021, ante 44,7 bilhões na projeção anterior e versus 35,2 bilhões em 2020 --quando a colheita somou cerca de 128 milhões de toneladas, as exportações do grão 83 milhões e o processamento 46,8 milhões.

As estimativas atuais, disse o economista-chefe da Abiove, Daniel Furlan Amaral, levam em consideração apenas "pontuais" problemas decorrentes de chuvas. No final da semana passada, a associação dos produtores (Aprosoja) reduziu sua projeção para cerca de 128,57 milhões de toneladas devido ao efeito da umidade excessiva.

"Estamos considerando é que tem questões pontuais, localizadas. Naturalmente a chuva afeta a qualidade de maneira considerável, isso é ruim, o teor de umidade sobe muito", afirmou Amaral ao ser questionado

"Com relação a perdas no campo, o que estamos considerando por enquanto é que são pontuais e localizadas, mas nada impede que façamos novas avaliações até que se encerre a colheita", completou.

Com base no número atual, a Abiove vê um aumento de safra de mais de 5% ante a temporada passada, enquanto a Aprosoja projeta crescimento de 3%.

Segundo Amaral, ainda que a safra eventualmente seja reavaliada para baixo mais adiante, o Brasil ainda teria espaço para exportar mais, considerando que a associação agora projeta estoques maiores.

"Podemos reavaliar a safra... No caso de esmagamento e exportações, pode ser que seja para cima", disse ele.

A Abiove também elevou estimativa de esmagamento de soja do Brasil em 2021 para recorde de 47 milhões de toneladas, ante 46,3 milhões em fevereiro, na comparação com 46,8 milhões em 2020.

A Abiove aumentou também a previsão de estoques iniciais de soja do Brasil em 2021 para 2,9 milhões de toneladas, ante 328 mil toneladas na projeção de fevereiro.

O economista citou que os estoques nos Estados Unidos estão relativamente baixos e que a Argentina teve quebra de safra, o que favorece a formação de preços para a soja, o principal produto de exportação do Brasil.

Além de questões relacionadas à oferta, o cenário de preços é firme com a continuidade da forte demanda chinesa, além das importações consistentes de farelo pela União Europeia e sudeste asiático.