Abimaq espera faturamento até 7% maior em 2013

Depois de uma queda de 3% no faturamento em 2012, na comparação com o ano anterior, a indústria de máquinas e equipamentos prevê que a esperada recuperação da economia se consolide em 2013 e surta efeitos no setor. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) projeta crescimento do faturamento entre 5% e 7% neste ano, na comparação com o ano anterior.

Na passagem de novembro para dezembro, o faturamento do setor subiu 7,9%, um primeiro sinal positivo. Segundo a Abimaq, é necessário agora aguardar para confirmar se essa reação é sólida. "O primeiro trimestre ainda será fraco, mas eu acredito que não dá para repetir o ano de 2012", disse o presidente da instituição, Luiz Aubert Neto.

Outra boa notícia para a indústria de máquinas é o aumento na força de trabalho (de 0,4%) em dezembro ante novembro, depois de um ano negativo para o emprego na indústria de bens de capital. Segundo a Abimaq, 7,7 mil empregos foram perdidos ao longo do ano passado. "Nós contratamos em dezembro. Sinaliza que o pessoal acredita em um 2013 melhor (do que 2012)", comentou Aubert.

Historicamente, de acordo com o assessor econômico da presidência da Abimaq, Mario Bernardini, o emprego começa a subir antes de o faturamento responder. "As medidas que o governo tem tomado vão começar a surtir efeito", comentou. Além da queda nas taxas de juros, a desoneração da folha de pagamento para alguns setores e as condições de financiamento da linha PSI-Finame, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) são mencionadas pela instituição como benéficas para o setor. De acordo com Bernardini, a resposta aos estímulos leva um tempo para aparecer e, por isso, a reação no setor de máquinas e equipamentos apareceu, de forma muito branda ainda, só no último mês do ano.

Com relação ao investimento, a previsão da Abimaq é de crescimento acima de 5% neste ano. Bernardini afirmou que, caso o câmbio seja favorável durante 2013, os investimentos podem chegar a crescer 8% neste ano, na comparação com 2012.

"Há uma série de antecedentes que nos levam a crer que vai haver uma pequena, lenta, gradual recuperação de investimentos produtivos", Bernardini.

O déficit comercial do setor, pela primeira vez desde 2004, recuou (5,9%), ao passar de US$ 17,8 bilhões em 2011 para US$ 16,8 bilhões no ano passado. Para Aubert, esta é mais uma sinalização positiva, mas o resultado ainda "é muito alto". Ainda preocupa a Abimaq, contudo, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor, que não é animador. A média anual do ano ficou em 75,6%, contra 80,8%. "Esse Nuci é um desastre", comentou Aubert.

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