Abertura de mercados em NY deve ser de alta

O mercado futuro começa a semana em alta, na expectativa de novas notícias sobre as negociações políticas para evitar o abismo fiscal. A sensação agora em Wall Street é que as conversas parecem estar de fato avançando, depois que os republicanos sinalizaram estar dispostos a aceitar aumento de impostos para os norte-americanos mais ricos. Às 12h15 (de Brasília), no pré-mercado, o Dow Jones subia 0,12%, o Nasdaq ganhava 0,23% e o S&P 500 tinha alta de 0,29%, sinalizando que o pregão normal pode abrir com ganhos.

No final de semana, a tragédia na escola em Newtown, Connecticut, onde um atirador matou 26 pessoas, dominou as atenções dos norte-americanos. A tragédia ofuscou as discussões do abismo fiscal, mas a imprensa norte-americana noticiou no sábado (15) e no domingo (16) que as conversas evoluíram. O abismo fiscal é um conjunto de cortes de gastos e aumentos de impostos que entra em vigor de forma automática em janeiro caso o Congresso dos Estados Unidos não chegue a um acordo.

O Wall Street Journal e a CNN informaram que o presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, teria aceito um aumento de impostos para os americanos mais ricos, com ganho anual acima de US$ 1 milhão. A condição é de que haja corte de gastos públicos. As reportagens relataram ainda que o presidente Barack Obama não aceitou a proposta, alegando que o aumento de tributos tem que ser para aqueles com renda acima de US$ 250 mil por ano.

Na avaliação dos estrategistas, mesmo com os democratas não aceitando a proposta, esse foi um passo importante para que se chegue a um acordo, faltando 14 dias para o término do prazo. "A proposta de Boehner é um sinal forte de que um acordo será alcançado. Poderemos ver progressos reais nas conversas", escreveram os analistas da consultoria Eurasia, Helen Fessenden e David Gordon, em um relatório. Para eles, Boehner não ia, proativamente, fazer a proposta de aumento de impostos, se os republicanos não esperassem que fossem conseguir algo em troca de Obama.

Entre os indicadores da economia americana, foi divulgado hoje o índice de atividade industrial regional Empire State, calculado pelo Federal Reserve de Nova York. O indicador ficou negativo em -8,1 em dezembro, influenciado, entre outros fatores, pela furacão Sandy. Os economistas ouvidos pela Dow Jones esperavam que o indicador ficasse em -1,0.

Nas notícias corporativas, a Apple é destaque no pré-mercado, com alta de 0,25% em meio a duas visões divergentes de bancos sobre a empresa. O Citibank rebaixou a recomendação da Apple de "overweight" (desempenho acima da média do mercado) para neutro. O banco questiona o desempenho das vendas do iPhone 5 e também reduziu o preço alvo da ação da companhia, de US$ 675 para US$ 575.

Já o Morgan Stanley divulgou, logo após o relatório do Citi, uma análise sobre a Apple ressaltando que a intenção de compra do iPhone 5 e de iPads pelos consumidores norte-americanos superou as projeções da casa. Também hoje, a Apple divulgou que vendeu mais de 2 milhões de iPhones 5 na China nos três primeiros dias de vendas do celular naquele mercado.

Outra empresa que deve ficar no radar dos investidores ao longo do dia é a FedEx, que toca nesta segunda-feira o sino de abertura da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). A direção da empresa está comemorando o recorde de envio de encomendas em dezembro. No dia 10, o volume atingiu recorde histórico e foi o dia mais movimentado em entregas da FedEx, disse a empresa, sem revelar números. O crescimento tem sido puxado por conta da expansão do comércio eletrônico. A FedEx trabalha fazendo entregas para várias grandes redes na internet. Amanhã (18), a companhia divulga resultados trimestrais. No pré-mercado, o papel não tem negócios.

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