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ABC x Botafogo: adversários na Copa do Brasil dividem idolatria por Marinho Chagas; conheça a história

Vitor Seta
·3 minuto de leitura

Quando entrar em campo no Frasqueirão, às 21h30 desta quarta-feira, pela segunda fase da Copa do Brasil, a equipe do Botafogo estará sob os olhos de um ídolo. O palco da partida contra o ABC tem em sua entrada uma escultura em homenagem a Marinho Chagas, lateral que marcou época pelo alvinegro e seleção brasileira.

Natural de Natal, o ex-jogador, falecido em 2014, aos 62 anos, era um ícone local. O lateral-esquerdo começou a carreira no Riachuelo, em 1967, e rumou ao ABC dois anos depois.

Conhecido pelas madeixas loiras e a capacidade de atacar com qualidade, como um ponta — característica incomum para jogadores da posição na época —, ganhou projeção nacional nas passagens por Botafogo e Fluminense, entre os anos de 1972 e 1978.

Foi durante sua passagem no Botafogo que o lateral, conhecido como “bruxa”, foi à Copa de 1974 com a seleção brasileira, na Alemanha. No alvinegro, atuou com Jairzinho e Roberto Miranda, mas não chegou a ser campeão pelo clube — integrou um período de longo jejum de títulos, entre os anos 70 e 80.

— Conheci o Marinho Chagas pela TV, assistindo o melhor lateral-esquerdo do mundo e da seleção brasileira, ainda criança — diz o artista plástico potiguar Guaraci Gabriel. Ele é o autor de uma escultura em homenagem ao ex-jogador, hoje posicionada na porta do Frasqueirão.

Guaraci conheceu pessoalmente o ídolo em uma praia de Natal e resolveu homenageá-lo em uma de suas obras, uma estrutura de 12 metros de altura, que chegou a ser visitada pelo próprio Marinho. Mas a estrutura precisou ser desmontada posteriormente por conta do alto custo de manutenção. Em 2018, quatro anos após a exposição original da obra, o ABC convidou o artista a reproduzí-la com a metade do tamanho, para ser colocada permanentemente em seu estádio.

— Marinho Chagas era um ícone, é muito amado pelo ABC, pelo Frasqueirão. Participava de tudo aqui no estado. Era uma pessoa muito grata. Há um grande apreço, igual ou maior que o do Botafogo (por ele), porque era prata de casa — diz Guaraci, que o descreve com a "insustentável leveza do ser":

— Ele foi genial, e segue sendo genial para mim. Ele não morre quando colocamos aquela obra lá.

Na partida desta quarta-feira à noite, só a vitória interessa ao Botafogo. Um empate no tempo normal levará a disputa da vaga para os pênaltis.

A equipe de Marcelo Chamusca não terá à disposição o atacante Rafael Navarro, que vinha ganhando espaço nas últimas partidas. Ele sentiu dores na coxa esquerda e será poupado pela comissão técnica alvinegra. A tendência é que o jovem Matheus Nascimento, de 17 anos, inicie a partida como titular. O restante do time deve ser o mesmo que empatou com o Volta Redonda.

Nascimento é a única opção para atuar como referência no ataque alvinegro, uma vez que Matheus Babi oficializou, nesta terça-feira, sua transferência ao Athletico. A saída do jogador renderá R$ 3 milhões aos cofres botafoguenses. Agora, o clube precisa ir ao mercado em busca de uma peça de reposição para o setor.