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Abastecimento de diesel requer atenção especial, diz Petrobras

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***ARQUIVO*** SÃO PAULO, , 05/05/2022, BRASIL - Tabela de preços em posto na zona leste de SP com os valores com duas casas decimais,

pela nova regra, e no modelo antigo. (Rivaldo Gomes/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, , 05/05/2022, BRASIL - Tabela de preços em posto na zona leste de SP com os valores com duas casas decimais, pela nova regra, e no modelo antigo. (Rivaldo Gomes/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A Petrobras afirmou nesta quarta-feira (8) que o abastecimento nacional de diesel "requer atenção especial" diante das perspectivas de maior aperto no mercado internacional e que "países vizinhos" já vêm sofrendo com o desalinhamento de preços.

O comunicado divulgado no início da noite tem um tom mais forte de alerta do que comunicações anteriores da estatal em defesa de sua política de preços dos combustíveis, que passou a ser alvo tanto da oposição quanto do governo.

"A prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado é condição necessária para que o país continue sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diversos agentes", afirma a companhia, que alerta para riscos de falta de produtos no mercado internacional.

Segundo a empresa, os riscos decorrem de aumento sazonal da demanda mundial no segundo semestre, menor disponibilidade de exportações russas por sanções econômicas e eventuais indisponibilidades de refinarias nos Estados Unidos e Caribe com a temporada de furacões.

"Em um cenário de escassez global, o abastecimento nacional requer uma atenção especial. Como o país é estruturalmente deficitário em óleo diesel, tendo importado quase 30% da demanda total em 2021, poderá haver maior impacto nos preços e no suprimento", continua a empresa.

"Diante desse quadro, é fundamental que a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado global seja referência para o mercado brasileiro de combustíveis, visando à segurança energética nacional", conclui.

A Petrobras vem sendo pressionada a mudar sua política comercial diante da escalada dos preços nos últimos meses. Em outras frentes, o governo tenta reduzir impostos sobre os combustíveis, para reverter o impacto negativo na popularidade do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Os últimos reajustes do diesel, no início de maio, levaram a trocas no comando do MME (Ministério de Minas e Energia) e da própria estatal. Em defesa da política, a empresa cita exemplo de "países vizinhos" que já vêm enfrentando problemas de abastecimento de diesel, em referência à Argentina.

"Preços abaixo do mercado inviabilizam economicamente as importações necessárias para complemento da oferta nacional. Exemplos recentes de desalinhamento aos preços de mercado já se traduzem em problemas de abastecimento em países vizinhos ao Brasil."

Sua política de preços, reforça, "propicia um equilíbrio com o mercado, mas evitando o repasse imediato da volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio ocasionadas por questões conjunturais para os preços domésticos".

A situação é desafiadora no Brasil, diz a empresa, porque historicamente mais alto no segundo semestre devido às sazonalidades das atividades agrícola e industrial. "Ressalta-se, também, que o mercado interno registrou recorde de consumo de óleo diesel no ano passado e essa marca deverá ser superada em 2022."

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