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Abandonada desde 2018, obra na Praia do Adão, em Niterói, será retomada

·3 minuto de leitura

NITERÓI — Iniciada há mais de três anos, a obra de de alargamento e revitalização da Estrada General Eurico Gaspar Dutra, em Jurujuba, segue abandonada. As intervenções em frente à Praia do Adão tinham previsão de entrega para setembro de 2018, mas, desde o meio de 2019, o que se vê no local são tapumes caídos e vergalhões que constituiriam os pilares para ampliação da pista expostos, deixando motoristas, pedestres e banhistas em risco. Além disso, antes orçada em R$ 1,7 milhão, a obra da prefeitura agora custa R$ 2,2 milhões: R$ 500 mil a mais.

Outro problema identificado é que, até janeiro de 2018, a via tinha duas pistas. Hoje, em razão do estreitamento provocado pela obra e do risco causado pela falta de tapumes de proteção em parte do trecho, só é possível passar um carro de cada vez.

Desde o início das obras, a Empresa Municipal de Moradia, Urbanização e Saneamento (Emusa), responsável pelas intervenções, só concluiu o corte da rocha que ficava sobre a via e a troca da iluminação da estrada por lâmpadas de LED. Os pilares de alargamento da pista foram instalados em 2019, mas, com o passar do tempo, eles já estão enferrujados.

José Ernesto Cardoso Guadelupe foi visitar a Fortaleza Santa Cruz de carro recentemente. Ele diz que teve dificuldade para passar pelo trecho em frente à Praia do Adão em razão da pista estreita, que precisou dividir com um ônibus.

— As pessoas não se lembram do abandono dessa obra porque ela fica praticamente escondida. Só quem passa por ali são os militares da Fortaleza de Santa Cruz e os poucos banhistas que vão para as praias do Adão e da Eva. As pessoas estão correndo perigo ao passarem perto daqueles vergalhões soltos e enferrujados. Nem os tapumes estão de pé. E se um carro perde a direção e cai ali? A prefeitura precisa urgentemente levantar os tapumes e tampar a estrutura enferrujada antes que ocorra algum acidente. Além disso, não há placas alertando sobre o estreitamento da via e nem sobre a obra. Quem não conhece a região pode acabar se acidentando — alerta.

Falta de repasses

Por nota, a Emusa informa que a intervenção foi paralisada devido à demora no repasse dos recursos do Ministério do Turismo, mas que eles foram recebidos este ano. Com isso, a obra deve ser retomada em junho; e o trabalho, terminar em setembro. No mês passado, a empresa responsável recebeu as orientações para dar continuidade à obra, acrescenta a nota.

A autarquia justifica ainda que o projeto ficou mais caro devido a ajustes realizados pela Caixa Econômica Federal e que, do total de R$ 2,2 milhões, R$ 1,3 milhão já foi executado, restando R$ 887 mil. Informa também que “o valor já executado foi investido em intervenções como o corte da rocha que ficava sobre a via e a instalação dos pilares para o alargamento da pista e de duas cortinas de contenção, além da revitalização das calçadas e meio-fio”. E nega que o local esteja sem sinalização: “A obra tem sinalização, no entanto foram solicitadas mais placas na área de intervenção”, diz a Emusa.

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