Abílio Diniz mantém proposta sobre Novo Mercado

O desejo do empresário Abílio Diniz de ver as ações do Pão de Açúcar serem negociadas no Novo Mercado, segmento de mais elevado padrão de governança corporativa da BM&FBovespa, ficou mais distante neste domingo (9). No início da tarde, o Casino, controlador do Pão de Açúcar, publicou comunicado no qual descarta a possibilidade "neste momento". A despeito da postura do grupo francês, o empresário, que preside o conselho de administração do Pão de Açúcar, decidiu manter as discussões sobre a proposta em reunião de conselho agendada para a próxima sexta-feira.

O empresário esclareceu, por meio de sua assessoria de imprensa, que solicitou ao conselho que delibere sobre a orientação para que o Pão de Açúcar "conduza trabalhos, estudos e análises necessárias com vistas a verificar as condições e as providências para a migração da Companhia para o segmento especial de listagem na BM&FBovespa denominado Novo Mercado". O executivo, ainda segundo a assessoria, entende que a discussão se faz necessária visando o melhor interesse do próprio Grupo Pão de Açúcar.

Os posicionamentos emitidos por ambas as partes neste domingo mostram que a próxima reunião do conselho deve ser acalorada. Diante de comentários recentes sobre um eventual ingresso do Pão de Açúcar no Novo Mercado, o Casino deu um recado direto. "O acionista controlador da companhia, Casino, Guichard-Perrachon, não está considerando, neste momento, a migração da companhia para o segmento de listagem Novo Mercado da BM&FBovespa", conforme o comunicado publicado neste domingo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Como detém oito dos 15 membros do Conselho, o Casino tem poder para vetar a proposta. Abílio Diniz detém apenas três assentos no conselho - outros quatro membros são independentes.

A discussão sobre o ingresso do grupo Pão de Açúcar no Novo Mercado, levantada por Abílio Diniz em setembro passado, ganhou novos capítulos nas últimas semanas, após o anúncio da criação de um comitê de governança corporativa. Para presidi-lo, foi escolhida a ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana.

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