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A vida não para na pandemia: como a solidariedade tem mantido a Brasilândia viva

Minha Quebrada
·2 minuto de leitura

“Vish o que?!”. É assim que Priscila Reis reage quando alguém não pega bem quando a paulistana fala sua quebrada. Ela é moradora da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, e um dos fios condutores de uma rede de solidariedade que tem salvado a vida de muita gente por lá, um dos locais mais afetados pelo novo coronavírus em todo o país.

Priscila é integrante do Preto Império, um coletivo que tem reunido cestas básicas em toda a cidade de São Paulo para fazer sua distribuição com foco na Brasilândia. Em seu terceiro episódio, a série Minha Quebrada mergulha na quebrada paulistana para ver com a opção pela ajuda tem dado forças pra muita gente seguir em frente.

Assista ao episódio:

Além da função de levar comida e itens de higiene básicos, a rede de solidariedade na Brasilândia também foca na conscientização. Priscila ressalta que a postura de muitos governantes tem confundido a população local: “A gente fala, mas aí vem certos governantes na TV e falam para não usar máscara, atrapalha”.

Assista também:

Pelas quebradas do Brasil

Minha Quebrada é uma série que se propõe a trazer para os olhos de todos as periferias pelo Brasil como elas são, mostradas por gente que as conhece muito bem: seus moradores.

No primeiro episódio viajamos até Rio de Janeiro e entramos direto no Complexo do Alemão para ver como redes de ajuda interna estão suprindo os buracos de comunicação que surgiram com a pandemia e poderiam custar vidas se não fosse a ação social.

Depois, no segundo episódio, conhecemos ações em toda a periferia de Porto Alegre visando a cobertura de uma lacuna importante nesses tempos de coronavírus: a educação. Pessoas das próprias comunidades têm agido para tampar um buraco que o Estado deixa aberto.

Além de Rio, Porto Alegre e São Paulo, a Minha Quebrada nas próximas semanas viaja até Brasília e Salvador.