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A startup que digitalizou cartórios para oferecer financiamento imobiliário 100% online

·4 minuto de leitura
Foto: Divulgação / Motim
Foto: Divulgação / Motim

Digitalizar o processo de compra de um imóvel é o que prometem muitas das startups do setor imobiliário. Mas quase sempre o sonho da "experiência 100% digital" é interrompido pelo mesmo obstáculo: para autenticar o contrato, é preciso ir até um cartório.

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Durante a pandemia de coronavírus, que tem forçado muitos vendedores e compradores a ficarem em casa, uma startup paulista bolou uma solução para o eterno empecilho: ela começou a "digitalizar" os cartórios.

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A Credihome é uma fintech especializada em financiamento imobiliário que oferece não só uma plataforma para simular e comparar ofertas de crédito de diversos bancos, mas também oferece suas próprias linhas de crédito e acompanhamento jurídico.

A proposta da empresa, criada em 2018, é de que o usuário possa percorrer todo o processo de obtenção de financiamento imobiliário pela internet. Por meio de parcerias com 10 cartórios na cidade de São Paulo e um processo de assinatura digital já utilizado há algum tempo no mercado, a fintech conseguiu derrubar o tempo de espera pelo registro de um contrato de 35 para 15 dias. Em plena pandemia.

Desburocratizar o financiamento imobiliário é a obsessão de Bruno Gama, CEO e fundador da Credihome. Com 13 anos de estrada no mercado financeiro, o empreendedor resolveu criar a sua primeira fintech para resolver os problemas que ele mesmo via nas empresas em que trabalhou anteriormente.

"Trabalhei por 9 anos numa empresa de crédito imobiliário do grupo Itaú. Eu via muito cliente, parceiro, imobiliária, todos sempre questionando: que banco consegue aprovar o meu cliente? Qual banco tem a melhor condição hoje? Quem tem a melhor taxa? Como eu comparo?", conta Gama em entrevista ao Yahoo.

A princípio, a Credihome surgiu para pegar o cliente pela mão e, da forma mais didática possível, acompanhá-lo pelo processo de escolha e aprovação de crédito para comprar seu imóvel, comparando as ofertas de diferentes bancos. Mas logo Gama viu que só isso não era suficiente: a fintech precisava, ela mesma, oferecer sua linha de crédito.

"A gente tem cinco bancos no Brasil que fazem crédito imobiliário. Isso é muito pouco", diz Gama. "Os bancos têm praticamente o mesmo produto, com diferenciação de taxa de juros, e uma diferença pequena. Não dá para falar para toda a população brasileira que quer comprar imóvel que só existe esse produto."

Esse produto único, segundo Gama, é basicamente um empréstimo que segue a tabela SAC (sistema de amortização constante), "muito bom, principalmente para o banco, mas não necessariamente o melhor para todos os clientes". Por isso, em 2019 a Credihome lançou o seu próprio fundo de home equity, e para se diferenciar, adotou a menos badalada tabela Price.

O CEO garante que para grande parte dos clientes que quitam o empréstimo nos primeiros cinco ou seis anos de contrato, a Price é mais vantajosa. Mas admite que, depois disso, comparando com a SAC, o peso no bolso pode ser maior.

Seja qual for a escolha do cliente, a Credihome promete comparar todas as linhas de crédito disponíveis no mercado e sugerir a melhor para cada caso. E Gama garante que o seu produto próprio não recebe tratamento especial. Até porque a fintech também recebe uma comissão quando fecha um contrato para outro provedor de crédito.

Embora o setor tenha sentido o impacto da pandemia – operações de compra e venda de imóveis caíram 51% na cidade de São Paulo em abril, segundo dados do Registro de Imóveis do Brasil –, a Credihome não se abalou. Tanto que prevê movimentar R$ 1 bilhão em 2020, alta de 185% em comparação com 2019.

Segundo Gama, os negócios vão bem graças à natureza digital da empresa e à constante queda na taxa de juros, que tem garantido ofertas de crédito mais vantajosas do que nunca no mercado.

Segundo o fundador da empresa, não há perspectiva de "desastres" no setor de financiamento imobiliário. Isso porque, segundo ele, "independentemente do cenário econômico, sempre vai ter gente comprando imóvel e financiando. Se não tiver, algo muito, muito grave aconteceu."

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