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A polícia agiu como se ele representasse uma ameaça, diz tia de jovem negro morto por PM no Mato Grosso

Alma Preta
·2 minutos de leitura
Jonathan da Silva Rosário, de 23 anos, voltava da casa da namorada quando foi baleado e morto por policiais por não ter parado a motocicleta; câmeras de segurança registraram o crime e amigos e familiares protestaram contra o homicídio. Foto: Acervo Pessoal
Jonathan da Silva Rosário, de 23 anos, voltava da casa da namorada quando foi baleado e morto por policiais por não ter parado a motocicleta; câmeras de segurança registraram o crime e amigos e familiares protestaram contra o homicídio. Foto: Acervo Pessoal

Texto: Nataly Simões

Um policial militar de 39 anos foi preso no sábado (3) por ter sido o responsável pelos disparos que mataram um motociclista na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, a 65 quilômetros da capital Cuiabá. A vítima foi o jovem negro Jonathan da Silva Rosário, de 23 anos, que voltava da casa da namorada no momento em que foi baleado na quarta-feira (30).

Imagens registradas por câmeras de segurança mostram Jonathan andando pela rua de moto. Um policial tenta parar o veículo, dando chutes, e, em seguida, outro faz o disparo que atinge o jovem. Segundo familiares, o rapaz não tinha carteira de habilitação, por isso não teria parado.

Para a tia de Jonathan, Cida Lessa, a morte do jovem demonstra o despreparo dos policiais. “Se quiser parar, atira na moto, no pneu. Agiram como se o menino fosse um marginal e representasse uma ameaça”, disse a tia do jovem, em entrevista ao G1.

Familiares e amigos de Jonathan se reuniram e fizeram uma oração no local onde o jovem foi baleado. Houve ainda uma carreata e um protesto em frente ao batalhão da PM da Chapada dos Guimarães. “Ele morava no sítio e veio para a cidade para trabalhar. Nunca mexeu com coisa errada, nunca brigou com ninguém. Era um menino que desde criança trabalhou para ajudar a família. Era muito amado na cidade”, contou Cida.

No boletim de ocorrência, os PMs relataram que dispersavam pessoas na Praça Dom Wunibaldo, no Centro da Chapada dos Guimarães, quando Jonathan passou pelo local em alta velocidade fazendo “algazarras”. De acordo com a versão dos policiais, o motociclista teria jogado a moto para cima deles, porém nas imagens registradas pelas câmeras não é possível ver essa manobra.

Outras imagens de câmeras de segurança mostram os militares parados ao lado da viatura na praça. Eles se posicionam na frente do motociclista e tentam abordá-lo. Jonathan para alguns metros a frente após ser baleado por um dos PMs.

Jonathan foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos e chegou no hospital sem vida. Ainda segundo os familiares da vítima, os disparos que mataram o jovem teriam sido feitos a curta distância devido aos ferimentos causados na região da virilha.

O 1⁰ Comando Regional de Cuiabá e a Companhia de PM de Chapada dos Guimarães informaram que na sexta-feira (2) afastaram os dois policiais envolvidos no caso. O policial preso no sábado (3), após ser afastado, foi encaminhado para uma unidade militar.