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A importância da música no ensino infantil

Redação Notícias
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Usar a música como instrumento de ensino pode ser considerado como uma turbinada no nosso cérebro (Getty Images)
Usar a música como instrumento de ensino pode ser considerado como uma turbinada no nosso cérebro (Getty Images)

Existe música para dormir, para dançar, animar, chorar e há um bom tempo, a música tem sido também ferramenta de ensino na Educação Infantil. Os resultados e benefícios são muitos.

O Ministério da Educação (MEC) publicou em 1998 o Referencial Curricular Nacional para Educação Infantil (RCNEI), com novas visões de experimentação musical, ou seja, afirmando que incluir música no ensino, melhora a interpretação, improvisação e senso de composição. Porém, só em 2008 a música passou a ser obrigatória no currículo escolar no ensino infantil. Mais precisamente no dia 18 de agosto de 2008 entrou em vigor a Lei 11.769.

É comprovado que a música, como ferramenta de ensino, desenvolve outras áreas do cérebro que em outras linguagens (como uma aula comum) não seriam estimuladas, como por exemplo senso de percepção sonora, ritmo, interpretação, improvisação, sensibilidade, movimentação, raciocínio lógico e outras áreas, veja só:

Usar a música como instrumento de ensino pode ser considerado como uma turbinada no nosso cérebro, justamente por estimular outras capacidades. Isso é possível através de brincadeiras, atividades, gestos ou onde o educador achar válido aplicar a música.

Muitas escolas utilizam a música apenas em datas comemorativas, históricas ou tradições. O que é perfeito para cooperar com a parte cognitiva, interativa e afetiva, porém, engana-se quem acredita que o uso da música deve ser feita apenas em datas especiais. Na verdade, o ideal é usar a musicalidade em um planejamento a longo prazo.

Como a música afeta o ensino da criança:

  • Desenvolvimento Cognitivo (ou linguístico): os sentidos são despertados e favorecidos quando entram em contato com a música. Automaticamente a criança acompanha o ritmo apresentado, e junto ativa a coordenação motora e a capacidade de relacionar a música com algum ambiente.

  • Desenvolvimento sócio-afetivo: ao entrar em contato com a música, a criança desenvolve o sentimento de segurança, e junto, começa a liberar emoções favorecendo o trabalho em grupo, e cooperação.

  • Desenvolvimento Psicomotor: Quando um determinado ritmo é apresentado à criança junto com um movimento repetitivo, seja bater palmas, os os pés, é possível estimular o senso rítmico dela. E consequentemente desenvolve equilíbrio no sistema nervoso, pois a música relaxa tensões e ajuda a descarregar emoções.

A música pode estar presente em diversas atividades, veja as dicas que separamos para tornar a música em ferramenta de ensino ao longo do ano todo.

Brincadeiras com músicas:

  • Cantar: você pode cantar sempre que quiser para seu filho, ou alunos. Há muitos CDs e músicas infantis que foram criadas com elementos que chamam atenção propositalmente de uma criança. Cuidado ao cantar músicas de seu gosto, preste atenção na letra, pois crianças costumam guardar e reproduzir o que aprende.

  • Brincadeiras de Roda: Ciranda Cirandinha, Batata quente, Escravos de Jó, Corre Cutia são brincadeiras que faz a criança estar atenta em um determinado momento da música para realizar alguma ação, ou seja, trabalhando sua percepção rítmica e melódica.

  • Bate bola: literalmente bater bola contra o chão (como jogadores de basquete). Essa atividade ajuda com a manutenção do andamento, desenvolve o senso rítmico e também o controle corporal. Vale também arremessar a bola para a parede, esperar quicar e pegá-la novamente! O barulho da bola cria um padrão rítmico.

  • Descobrindo novos sons: este é um exercício rítmico, preparatório, e muito bom para percepção de timbres. A brincadeira consiste em apresentar diversos objetos que reproduzem algum som, por exemplo: chocalhos, apitos, sinos, moedas, sacolas plásticas, sacolas de papelão… depois de apresentados, as crianças devem fechar os olhos e tentar descobrir a partir do som, qual é o objeto.

  • Escutar o ambiente: Exercício que capacita e estimula a audição. Prepara a criança para estar atenta e presente no momento. A ideia da atividade é fazer a criança perceber todos os sons que estão em sua volta: cachorro latindo, avião, vento nas folhas das árvores, máquinas, carros, passarinhos… e depois pedir para a criança fazer uma lista com todos os sons que ela ouviu. Essa atividade estimula a capacidade de estar presente.

Lembre-se: quanto antes a criança tiver contato com a música e ritmos, mais cedo ela conseguirá desenvolver habilidades que outras atividades não conseguem estimular.