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Iata eleva estimativa de queda na receita do setor aéreo em 2021 de 29% para 46%

Cibelle Bouças
·3 minuto de leitura

Entidade estima que as companhias precisam reduzir custos em 30% neste ano para evitar prejuízos A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) informou hoje que estima uma queda de 46% na receita das empresas aéreas no ano que vem, em comparação à cifra de 2019, totalizando US$ 838 bilhões. A estimativa divulgada anteriormente era de uma queda menor, de 29%. De acordo com a entidade, a recuperação do setor será mais lenta por causa da segunda onda da pandemia de covid-19 que atinge o Hemisfério Norte, que levou governos de vários países a adotar novas medidas de isolamento social, bem como o fechamento de fronteiras. Em 2020, o setor aéreo deve registrar queda de 66% no tráfego global em comparação com o ano passado, com a demanda em dezembro caindo 68%, estimou a entidade. “O quarto trimestre de 2020 será extremamente difícil e há poucos indícios de que o primeiro semestre de 2021 será melhor, enquanto as fronteiras permanecerem fechadas e as quarentenas permanecerem em vigor”, afirmou Alexandre de Juniac, presidente da Iata. Sem ajuda adicional dos governos, as empresas aéreas terão, em média, caixa suficiente para 8,5 meses de operação, se mantiverem o nível atual de operação. A Iata observou que metade dos custos das empresas aéreas são fixos e, por isso, as empresas enfrentam dificuldades para cortar as despesas no mesmo nível em que as receitas caem. No segundo trimestre, as empresas registraram, na média, redução de 48% nas despesas, enquanto a receita operacional caiu 73%. A associação observou que as empresas mantiveram a maior parte da frota em solo, em vez de devolver aos arrendadores. Com isso, a capacidade voada caiu 62% em relação a janeiro de 2019, mas a frota teve redução de apenas 21%. Cerca de 60% da frota mundial de aviões é arrendada e, embora as aéreas tenham conseguido negociar descontos nos aluguéis, esses custos caíram menos de 10% em relação ao ano passado. Além disso, as empresas reduziram a oferta de assentos nos voos e, com isso, o custo unitário dos voos aumentou 40% em relação a 2019. Baseado nesses dados, a Iata estima que as empresas precisarão reduzir seus custos unitários em 30% para evitar ter prejuízo. “Não temos certeza hoje se as empresas vão conseguir fazer esses ajustes”, afirmou Brian Pearce, economista-chefe da Iata. Pearce acrescentou que o cenário de recuperação para o setor aéreo mostra-se mais demorado do que o previsto inicialmente. “O turismo de negócios não deve voltar ao normal pelo menos nos próximos dois anos”, observou o economia. O turismo de negócios é o mais rentável e o principal gerador de receita para o setor aéreo. No Brasil, ele responde por cerca de 60% da receita do setor. Para 2021, o executivo vê um cenário difícil para o setor, com aumento nos gastos com combustível de aviação causado pela alta nos preços futuros do petróleo. Neste ano, o preço do combustível de aviação caiu 42% em relação ao ano passado, mas a tendência futura é de alta, observou Pearce. A entidade voltou a defender intervenção dos governos para salvamento do setor. Lukas Barth/AP