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Aéreas americanas já receberam US$ 12,4 bi em ajuda, diz Tesouro

Aviões da companhia aérea americana Delta Airlines na pista do aeroporto internacional Milwaukee Mitchell, no Wisconsin, 8 de janeiro de 2020

O governo dos Estados Unidos anunciou neste sábado (25) que já destinou 12,4 bilhões de dólares em ajuda a 93 companhias aéreas para que preservem os postos de trabalho em um setor fortemente afetado pela crise sanitária do novo coronavírus.

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"Fundos suplementares serão entregues gradualmente", informou o Departamento do Tesouro em um comunicado.

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O setor da aviação tem sido duramente afetado pela pandemia da COVID-19 e as medidas de confinamento impostas em vários países para tentar conter a propagação do vírus, que obrigou as companhias a suspenderem um grande número de voos.

O Tesouro destacou, ainda, que as empresas especializadas em frete aéreo que tiverem recebido menos de 50 milhões de dólares em ajuda e as terceirizadas do setor que tiverem recebido menos de US$ 37,5 milhões não deverão aportar "instrumentos financeiros" em troca.

O governo de Donald Trump e as maiores empresas aéreas americanas chegaram, em meados de abril, a um acordo de princípio sobre um plano de resgate destinado a evitar sua quebra e demissões em massa em um setor que emprega mais de 750.000 pessoas nos Estados Unidos.

Os termos do acordo não foram revelados pelo Tesouro, mas segundo fontes próximas ao tema, o governo federal deveria receber em troca de suas ajudas produtos financeiros chamados "warrants", que podem ser convertidos em ações.

O Estado poderia, assim, se tornar acionista minoritário da dezena de companhias que assinaram o acordo.

O Tesouro é o encarregado de repartir os 2,2 trilhões de dólares do plano de ajuda econômica promulgado no fim de março por Trump, mas o governo quer evitar ser acusado de ter entregado um cheque em branco.

A administração republicana anunciou nesta quinta-feira que as condições de acesso aos empréstimos foram ajustadas para que o dinheiro chegue às pequenas e médias empresas e não às grandes, como foi o caso do primeiro pacote de assistência de 349 bilhões de dólares.