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Aécio Neves prepara volta aos holofotes ao presidir comissão de Relações Exteriores na Câmara

Natália Portinari e Bruno Góes
·2 minuto de leitura

BRASÍLIA — O deputado Aécio Neves (PSDB-MG) é o principal cotado para assumir a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). O posto tem visibilidade na Casa, já que a comissão tem interlocução com o Ministério das Relações Exteriores e com embaixadas de países estrangeiros.

O posto é ocupado hoje por Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro. O PSL ainda briga para permanecer à frente da comissão. Eduardo usou a função para fortalecer ligações com países governados pela direita, como Hungria e os Estados Unidos na gestão Donald Trump.

Segundo aliados de Aécio, o acordo para que ele assumisse a comissão foi fechado diretamente com Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, durante a campanha na eleição para a Mesa Diretora. Nos bastidores, Aécio foi parte da ala do PSDB pró-Lira, embora a o partido tenha permanecido formalmente ao lado de Baleia Rossi (MDB-SP), candidato de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A articulação de Aécio para levar votos tucano a Lira foi usada pelo governador paulista, João Doria, como motivo para defender a expulsão do mineiro do partido. Os dois brigaram publicamente, com Aécio tendo divulgado uma nota afirmando que “o destempero do governador se deve, na verdade, à sua fracassada tentativa de se apropriar do partido”. Em 2019, a Executiva do partido rejeitou a expulsão de Aécio com o voto de 30 dos 35 integrantes.

Segundo colocado nas eleições de 2014, Aécio teve a carreira política abatida após a revelação, em 2017, dos áudios em que negociava o empréstimo de R$ 2 milhões com o empresário Joesley Batista. No ano seguinte, ele preferiu se candidatar a deputado em vez da reeleição como senador, e desde então vem atuando nas sombras. Agora, pode voltar a um posto de maior exposição pública.

Deputados ligados a Aécio Neves ganharam força na Câmara após a eleição de Lira. Rodrigo de Castro (PSDB-MG), parte desse grupo, assumiu a liderança do partido ainda em janeiro. Por outro lado, deputados paulistas ligados a Doria perderam força na bancada federal tucana.