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Ações têm história e Fed como apoio sob Biden, não muito mais

Sarah Ponczek
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- Primeiro, a boa notícia para Joe Biden no mercado acionário: se a história servir de guia, mercados em alta tendem a manter a tendência após uma eleição presidencial, pelo menos por um período.

Os dados são positivos para presidentes eleitos no que diz respeito ao momentum. Desde 2000, sempre que o S&P 500 mostrava alta nos dias anteriores às eleições, novembro e dezembro também fechavam com ganhos. Os primeiros anos de mandatos presidenciais também têm sido bons. Desde 1986, de acordo com dados do Leuthold Group, os ganhos médios foram de 18,6%.

Igualmente tranquilizador, caso a expectativa seja de um rali com Biden, é a presença constante do Federal Reserve, que tem sido fundamental para evitar o colapso das ações e reafirmou recentemente que não tem planos de fechar a torneira da liquidez, que esteve aberta durante o ano todo. A possibilidade de um pacote de estímulo federal para a economia também existe, embora democratas e republicanos tenham reiterado posições opostas na sexta-feira.

Agora, a má notícia. Jogando contra Biden nos mercados acionários está um portfólio de problemas que se arrasta há 10 meses: o coronavírus e suas dificuldades inerentes, valuations corporativos muito altos. Adicione a isso a pressão para desmantelar pelo menos algumas das políticas de Donald Trump que ajudaram a manter os mercados em alta.

“Vai ficar cada vez mais difícil para Biden. Ele tem fundamentos ruins e ações caras. Essa é uma receita para um desastre de curto prazo”, disse Mike Bailey, diretor de pesquisas da FBB Capital Partners. “O mercado acionário pisará em ovos à espera de que Biden lance a bomba tributária em algum momento. Vai ser um tipo muito diferente de dinâmica.”

Embora o avanço da pandemia e altos múltiplos de preço-lucro possam criar dores de cabeça para qualquer um, independentemente do partido, são as questões mais abstratas que deixam os investidores otimistas mais cautelosos quando se trata de Biden. Há meses os chamados “bulls” tentam descobrir até que ponto levar a sério suas críticas frequentes à obsessão de Trump pelo mercado acionário, que coincidiu com um salto de 55% do S&P 500 e o quarto melhor retorno para um presidente no primeiro mandato.

Algumas de suas declarações, embora não sejam exatamente antimercado, foram ameaçadoras para uma visão de mundo ditada pelos preços das ações. “De onde eu venho”, disse Biden no último debate, “as pessoas não vivem do mercado acionário”. Criticando a defesa de Trump do Dow Jones Industrial Average, ele disse: “O fato de o mercado acionário estar em alta é sua única medida do que está acontecendo”.

Embora seja possível descartar o discurso como estratégia de campanha, existe pressão dentro do Partido Democrata para traduzi-lo em medidas concretas, especialmente quando se trata de política tributária. De acordo com Kamala Harris, vice-presidente eleita, um governo Biden iria “no primeiro dia” revisar a lei de cortes de impostos e empregos de 2017, o presente mais explícito do governo Trump aos investidores.

Outra questão de interesse para os mercados é a abordagem de Biden em relação à Covid-19 e o quanto seu governo estaria disposto a sacrificar a economia para controlar a propagação do coronavírus. O presidente eleito nem sempre foi claro sobre seus planos, prometendo confiar na ciência e dizendo que é possível “caminhar e mascar chiclete ao mesmo tempo”. O total de casos diários de Covid nos EUA superou 100 mil nesta semana.

“O principal fator que investidores devem estar cientes e o que mais vai determinar os retornos no curto prazo é a Covid”, disse Chris Gaffney, presidente de mercados mundiais do TIAA Bank. “Não vai ser quem está na Casa Branca, não vai ser se teremos um pacote de estímulo ou não. Tudo tem a ver com a Covid agora.”

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©2020 Bloomberg L.P.