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Ações do IRB têm forte queda após novo prejuízo em julho

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As ações do IRB Brasil registraram fortes perdas no pregão desta quinta-feira (22), após a resseguradora reportar novo prejuízo em julho.

Em queda firme ao longo de toda a sessão, as ações da empresa recuaram 5,79%, cotadas a R$ 1,14, representando a maior queda do dia na Bolsa. O movimento vem depois de o IRB ter reportado na véspera prejuízo de R$ 58,9 milhões em julho, ampliando o resultado negativo no ano para R$ 351,7 milhões.

A despesa do IRB com sinistro em julho somou R$ 535,4 milhões, com um índice de sinistralidade de 91,4%. A despesa foi 16,7% superior à ocorrida em julho de 2021, de R$ 458,8 milhões.

Na visão de analistas da Genial Investimentos, apesar das leves melhoras em alguns indicadores mensais em relação ao ano passado, com aumento dos prêmios emitidos e queda no índice de sinistralidade, elas não foram suficientes para reverter o prejuízo no mês.

"Ao analisarmos os agregados anuais, o IRB ainda possui indicadores nada animadores", afirmaram os analistas.

IRB enfrenta processos na Justiça de investidores em busca de ressarcimento por perdas sofridas Além das dificuldades financeiras, a empresa ainda enfrenta processos na Justiça por conta das informações falsas divulgadas aos investidores sobre sua real situação financeira e sobre a base de acionistas, que vieram a público em meados de 2020 após denúncia da gestora Squadra.

No último dia 14 de setembro, o Ibraci (Instituto Brasileiro de Cidadania) ajuizou uma ação civil pública na qual solicita o pagamento de indenização por danos materiais aos acionistas.

"Muito embora oscilações de preços sejam naturais e esperadas, sendo o mercado de Bolsa volátil e de risco, o que se verificou no caso da IRBR3 foi o derretimento do preço por práticas ilegais e dolosas de contabilidade, ausência de transparência, de boa-fé e de governança corporativa, com o fim de lesar milhares de investidores. As práticas ilícitas da empresa induziram os investidores a superavaliar os papéis e ocasionaram prejuízos ao serem descobertas", diz o instituto na ação.

O Ibraci destaca ainda que a empresa atuou com "má-fé, manipulando atos, violando todas as regras de governança existentes em nosso ordenamento jurídico."

A ação do instituto assinala que a ação do IRB era cotada a R$ 34,37 em janeiro de 2020, tendo afundado para R$ 5,60 em meados de março do mesmo ano. Hoje, ela é negociada próxima de R$ 1. "Ou seja, a ação simplesmente virou pó."

Procurado, o IRB informou que ainda não foi notificado a respeito da ação do Ibraci.

No início do mês, a resseguradora chegou a realizar uma oferta de R$ 1,2 bilhão em ações, para se reenquadrar aos requisitos regulatórios mínimos exigidos pela Susep, órgão regulador, para poder operar no setor.

O desconto exigido pelos investidores para comprar as ações na oferta, contudo, fizeram com que as ações registrassem novas desvalorizações agudas na Bolsa.

Além da ação do Ibraci, o próprio IRB havia divulgado em 13 de setembro comunicado ao mercado no qual informa sobre processo movido por acionista que cobra R$ 807 mil de ressarcimento pelas perdas sofridas com a queda das ações da companhia na Bolsa.

"O requerente informa que adquiriu ações de emissão da companhia entre 09 de junho de 2020 e 20 de abril de 2021, tendo sido, posteriormente, surpreendido pela divulgação, pelo próprio IRB Brasil RE, de informações acerca do resultado de apurações internas que teriam constatado irregularidades no pagamento de supostos bônus; novas versões de demonstrações financeiras, dos anos anteriores, constando irregularidades cometidas; e divulgação de informações inverídicas sobre a base acionária", diz o comunicado divulgado pelo IRB acerca do processo movido contra a empresa.