Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.035,17
    -2.221,19 (-1,98%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    44.592,91
    +282,64 (+0,64%)
     
  • PETROLEO CRU

    61,66
    -1,87 (-2,94%)
     
  • OURO

    1.733,00
    -42,40 (-2,39%)
     
  • BTC-USD

    47.329,82
    +330,05 (+0,70%)
     
  • CMC Crypto 200

    912,88
    -20,25 (-2,17%)
     
  • S&P500

    3.811,15
    -18,19 (-0,48%)
     
  • DOW JONES

    30.932,37
    -469,64 (-1,50%)
     
  • FTSE

    6.483,43
    -168,53 (-2,53%)
     
  • HANG SENG

    28.980,21
    -1.093,96 (-3,64%)
     
  • NIKKEI

    28.966,01
    -1.202,26 (-3,99%)
     
  • NASDAQ

    12.905,75
    +74,00 (+0,58%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,7577
    +0,0188 (+0,28%)
     

Ações e CDBs são os produtos que mais cresceram em 2020

JÚLIA MOURA
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ações e CDBs (certificados de depósito bancário) foram os instrumentos financeiros que mais cresceram em 2020, segundo dados da Anbima (associação do setor) divulgados nesta quinta-feira (4). Com o juro baixo e incertezas com a pandemia de Covid-19, o investidor buscou ampliar a rentabilidade da carteira no mercado de ações, ao mesmo tempo em que buscou alocar a renda fixa em CDBs, que se tornaram mais atrativos que a poupança e que fundos de investimento. A poupança, atualmente, rende, 1,4% ao ano, menos que a Selic (2% ao ano). Já os fundos, com o juro baixo, ficam ainda menos rentáveis dadas as taxas cobradas ao investidor. O investimento de pessoas físicas, exceto os clientes private, atingiu R$ 2,2 trilhões ao fim de 2020. Destes, 42,9% estavam em poupança, 16,1% em fundos de renda fixa, 13,6% em CDBs, 6,6% em fundos multimercado e 5,7% em ações. Em 2019, eram R$ 1,9 trilhão, sendo 40% em poupança, 23,1% em fundos de renda fixa, 10% em CDBs, 6,2% em fundos multimercado e 4,3% em ações. No segmento private, que reúne clientes do Itaú Personnalité, Banco do Brasil Estilo, Bradesco Prime e Santander Select, por exemplo, ações e CDBs também tiveram mais adesão em 2020. De R$ 1,48 trilhão deste nicho em 2020, 31,5% estavam em fundos multimercado, 20,9% em ações e 4,3% em CDBs. Em 2019, 31,8% de R$ 1,3 trilhão estavam em fundos multimercado, 17,1% em ações e apenas 2,6% em CDBs. Somando todas as categorias, os investimentos de pessoa física cresceram 13,4% em 2020 para R$ 3,7 trilhões, maior valor da série, iniciada em 2014. Ao apresentar os dados, a Anbima também divulgou suas metas para 2021. A primeira delas é revisão as regras de suitability, ou seja, de acomodação de risco conforme o perfil de cada investidor. É determinado que as instituições separem os produtos e os clientes de acordo com, no mínimo, três categorias: conservador, moderado e arrojado -muitas casas já adotam mais variações de perfis, como ultraconservador e agressivo. Segundo a entidade, o objetivo é que as novas regras reflitam o atual cenário macroeconômico e as mudanças no comportamento dos investidores, que levam a uma tomada maior de risco na carteira. A outra meta é dar mais transparência à remuneração dos distribuidores de produtos de investimento. Segundo José Ramos Rocha Neto, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, o primeiro passo será deixar mais claro quais são os serviços prestados pelo distribuidor, qual o seu papel na cadeia, e se há ou não conflito de interesse. "A taxa de administração fica muito clara no regulamento, mas quando há a distribuição deste produto por um terceiro, é importante que o investidor tenha conhecimento dessas informações, chegando na remuneração do distribuidor pela distribuição do produto", disse Rocha Neto. O objetivo da Anbima é colocar em vigor esta nova autorregulação ainda no primeiro semestre deste ano.