Mercado fechará em 1 h 36 min

Ações da Via Varejo fecham na máxima histórica após empresa publicar e apagar dados de vendas do 2º tri

ISABELA BOLZANI E TÁSSIA KASTNER
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Via Varejo publicou e apagou nesta segunda-feira (20) em sua conta no Twitter dados que apontam alta nas vendas da companhia no segundo trimestre. Os números, extremamente positivos para a empresa, levaram a uma valorização de mais de 7,35% nas ações, a R$ 21,17. O Ibovespa subiu 1,49%, aos 104.426 pontos. A companhia não se posicionou sobre a publicação no Twitter até a conclusão desta reportagem. Já a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) diz que as informações divulgadas para o mercado precisam ser corretas e simultâneas em redes sociais e em comunicado ou fato relevante enviado ao órgão. Nas mensagens, que foram reproduzidas em cópias impressas e seguem sendo compartilhadas por pequenos investidores, a companhia afirma que "o isolamento social provocou diversas mudanças na rotina de casa e, por consequência, nos hábitos de consumo online. E entre maio e junho, registramos o aumento nas vendas de alguns dos itens que podem mostrar como será o novo normal", diz a primeira mensagem. A companhia apontou alta de mais de 2.500% nas vendas de games e câmeras, 1.900% nas vendas de televisores; 1.500% nas vendas de equipamentos de som e 1.400% nas vendas de itens de informática e escritório. A Via Varejo publicará os dados fechados do segundo trimestre no dia 12 de agosto. Ela ainda não está em período de silêncio, quando não pode divulgar dados financeiros para não influenciar o mercado. A varejista é uma das empresas no radar dos pequenos investidores brasileiros, que apostam no potencial de valorização da companhia na esteira do sucesso da Magazine Luiza. No acumulado do ano, a companhia se valoriza 89,5%, ante queda de 9,7% do Ibovespa. No período, a Magazine Luiza registra valorização de 82,39%. O volume negociado na Bolsa atingiu R$ 39,4 bilhões. Em junho, em plena pandemia, a empresa captou R$ 4,5 bilhões em um follow-on (oferta subsequente). À época, o papel foi negociado a R$ 15. Hoje o papel é negociado acima de R$ 21. Em nota, a CVM diz acompanhar e analisar "informações e movimentações no âmbito do mercado de valores mobiliários brasileiro, mantendo, inclusive, contato direto com os participantes do segmento, e tomando as medidas cabíveis, sempre que necessário". O regulador afirmou que "aplicam-se às divulgações realizadas em mídias sociais as mesmas regras previstas nas normas que tratam da divulgação de informações, notadamente as que disciplinam a divulgação de informações relevantes". O sinal positivo da Bolsa brasileira também acompanhou os mercados acionários mundiais, que ganharam força após notícias sobre as vacinas contra o coronavírus serem divulgadas no mercado. Além do possível início dos testes da vacina desenvolvida pela empresa chinesa SinoVac Biotech em São Paulo, os resultados promissores trazidos por testes iniciais de uma vacina experimental feita pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca contra a Covid-19 também aumentaram as esperanças de que uma vacina esteja pronta e em uso até o final deste ano. No exterior, o S&P 500 e o Dow Jones subiram 0,84% e 0,03%, respectivamente. O Euro Stoxx 50, principal índice europeu, teve alta de 0,68% - entre as Bolsas da Europa, a única exceção foi o índice de Londres, que registrou queda de 0,46% no mesmo dia em que Jonathan Hall, ex-gestor de fundo nomeado para o comitê de política financeira do BoE (Banco da Inglaterra) ter afirmado que o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) dividirá mercados financeiros. "Isso causará fragmentação, isso causará ineficiência, haverá problemas de regulamentação, mas não vai ser desastroso para a economia", disse Hall, em audiência de confirmação no Comitê do Tesouro do Parlamento. O dólar, por sua vez, encerrou a sessão com queda de 0,79%, a R$ 5,3420.