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Ações da Petrobras caem 19% por temor de interferência de Bolsonaro

·2 minuto de leitura
Foto de arquivo de 2018 mostra o então presidente eleito Jair Bolsonaro (E) e o então ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, em Itaguaí, Rio de Janeiro

As ações da Petrobras abriram nesta segunda-feira (22) com queda acentuada de 19% devido a temores de interferência do governo na companhia, depois que o presidente Jair Bolsonaro nomeou na sexta-feira à noite um general para presidi-la.

As ações ordinárias e preferenciais da estatal de capital aberto caíam mais de 19% às 11h00, uma queda que derrubou o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, que perdia mais de 5% em relação ao fechamento de sexta-feira.

Os papéis da Petrobras já haviam sido duramente atingidos na sexta, depois que Bolsonaro, que chegou ao poder prometendo um programa econômico liberal e várias privatizações, anunciou que haveria "mudanças" na empresa e na quinta-feira criticou vários aumentos sucessivos no preço da gasolina.

Após a sessão de sexta-feira, o presidente anunciou que havia nomeado um general da reserva do Exército, Joaquim Silva e Luna, para substituir o atual presidente Roberto Castello Branco na direção da empresa, nomeado há dois anos pelo ministro da Economia, o liberal Paulo Guedes, um aliado chave do Bolsonaro para os mercados.

A decisão, que deve ser confirmada na terça-feira pela diretoria da Petrobras, gerou temores de que o presidente intervenha na política de preços da empresa.

"Não foi só a nomeação, foi a troca. O governo mostrou claramente uma interferência na Petrobras, justamente porque Bolsonaro é contra a sistemática de reajuste de preços dos combustíveis", comentou à AFP o economista Alex Agostini, da Austin Rating.

O governo "sinaliza claramente que vai fazer intervenções", apontou.

"E a gente sabe que no passado, no governo da Dilma (Rousseff - 2011/2016), isso foi feito, gerando um prejuízo muito grande para a Petrobras, porque praticou preços abaixo do preço de mercado", acrescentou.

A Petrobras aumentou quatro vezes o preço dos combustíveis em 2021, com alta acumulada de 34,78%, diante dos quais o poderoso setor dos caminhoneiros ameaçou o governo com a convocação de uma greve.

"Anuncio que teremos mudança, sim, na Petrobras. Jamais vamos interferir nessa grande empresa, na sua política de preços. Mas o povo não pode ser surpreendido com certos ajustes" nos combustíveis, disse o presidente no fim de semana, afirmando ainda que vai "meter o dedo na eletricidade, que é outro problema".

Essa última declaração fez com que as ações da Eletrobras, cuja privatização há muito se fala no Brasil, despencassem mais de 7% logo após a abertura da Bolsa de Valores de São Paulo.

Os temores dos investidores também se refletiam no mercado de câmbio. O real desvalorizava nesta segunda mais de 2,5%.

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