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Ações da BRF entram em leilão após nova investida da Marfrig

·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As ações da BRF estiveram entre as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (2), em meio aos rumores de uma nova investida da Marfrig sobre a dona de Sadia e Perdigão.

O mercado está na expectativa de que a Marfrig atinja 30% do capital da BRF, depois de anunciar a compra de 24% da empresa no último dia 21 de maio.

O papel BRFS3 avançou 4,11%, para R$ 29,38, em uma sessão marcada por novo leilão de ações da companhia na B3. Na terça (1º), as ações já haviam passado por leilão.

Uma fonte com conhecimento sobre o assunto disse à agência Reuters que a Marfrig comprou papéis da BRF no leilão, buscando ampliar sua fatia de 24% para até 30%.

No pregão desta quarta-feira, os papéis da Marfrig (MRFG3), empresa comandada pelo empresário Marcos Molina, encerraram a R$ 18,96, com alta de 2,6%.

"O preço do papel da BRF explodiu: passou de um patamar de R$ 22 para R$ 29 em duas semanas", diz o analista da XP Investimentos, Leonardo Alencar. "O papel encontrou vendedores e a Marfrig vem crescendo em participação".

O analista, que vê com bons olhos uma eventual aquisição, por conta da complementaridade de portfólios -Marfrig com foco em bovinos e no mercado internacional, enquanto BRF é forte em frangos e suínos no mercado brasileiro-, acredita que a empresa de Molina está em um excelente momento para compras.

"Os subsídios que o governo americano tem concedido para a população favoreceram a demanda por carne bovina nos Estados Unidos, forte mercado da Marfrig, que deve encerrar este segundo trimestre com US$ 400 milhões em caixa", diz.

Segundo Alencar, a empresa já avisou que, com dois trimestres de caixa, poderia pagar os 24% já comprados da BRF.

A recomendação da XP, tanto para Marfrig, quanto para BRF, é de compra: preço-alvo de R$ 24 por ação para Marfrig, e de R$ 30 por ação da BRF.

Na terça, a Marfrig solicitou formalmente ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) a aprovação da compra de 24% das ações da BRF, segundo a Reuters. Uma porta-voz da Marfrig disse à agência que o pedido foi realizado em 28 de maio e poderá ser processado em até 30 dias, em um procedimento chamado de "fast-track".

"A Marfrig é uma empresa de dono e isso passou a ser bem visto pelo mercado, porque o dono se dedica à perenidade da companhia", lembra Alencar. Por outro lado, um possível casamento entre culturas tão diferentes gera dúvidas.

Caso avance até os 33% de participação na BRF, a Marfrig acionará um mecanismo chamado de "pílula de veneno" (poison pill), o que a obrigará a fazer uma oferta pública para a aquisição da totalidade das ações da BRF.

"Para os acionistas da BRF, que se posiciona como indústria de alimentos, pode ser incômodo receber uma oferta de uma indústria de commodities", diz Alencar. "Aí é o momento de deixar o papel".

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