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93% dos brasileiros querem o fim dos supersalários

·2 min de leitura
Praça dos três poderes em Brasília.
Praça dos três poderes em Brasília.
  • Remuneração acima do teto constitucional de R$ 39,2 mil, supersalário representa um gasto de R$ 2,6 bilhões;

  • Judiciário, Legislativo e carreiras jurídicas concentram servidores com essa remuneração;

  • Propostas que buscam mudar essa situação se encontram paradas no Congresso.

Quase todos brasileiros, cerca de 93%, se mostraram contra os supersalários, aponta uma pesquisa realizada pelo Datafolha. Definidos como remunerações que ultrapassem o teto constitucional de R$ 39,2 mil mensais, cerca de 0,23% dos servidores recebem esse tipo de pagamento, isto equivale, porém, a uma despesa de R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos.

A pesquisa, encomendada pelo Movimento Pessoas à Frente, formado por integrantes da sociedade civil, ouviu 2,072 pessoas entre os dias 9 e 20 de julho deste ano.

Cibele Franzese, professora da FGV EAESP e integrante do Pessoas à Frente, ressalta que os supersalários se concentram no Judiciário, nas carreiras jurídicas e no Legislativo.

"Poucas pessoas recebem supersalários, mas elas somam um valor considerável. Nós temos um país muito desigual, em que o Estado deveria ser instrumento de redução de desigualdades, mas, muitas vezes, é gerador" avalia Franzese para Exame.com.

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Apesar do enorme apoio popular, projetos que determinam seu fim encontram dificuldade para avançar no Congresso. Uma proposta de autoria do Senado, passou pela Câmara em julho, mas está parada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, esperando a designação de um relator.

Esta proposta estabelece um limite para as "verbas indenizatórias", como o auxílio-moradia, que atualmente se encontram fora do teto do funcionalismo.

Por sua vez, a Reforma Administrativa enviada pelo Executivo, foi modificada de forma a não incluir nenhuma mudança para os servidores atuais. Ainda assim, ela espera pela sua votação em plenário, onde precisará conseguir 308 votos de um total de 513 deputados.

Para a Câmara o momento é de outras prioridades, como o Auxílio Brasil, a proposta que altera o pagamento de precatórios, decisões judiciais contra a União e o Orçamento de 2022.

Para o presidente da Frente Parlamentar da Reforma Administrativa, Tiago Mitraud (Novo-MG), será uma perda inestimável para o país se a proposta não seguir adiante:

"O texto precisa de ajustes importantes, como a inclusão dos membros de Poder (juízes e membros do Ministério Público). Mas ele traz avanços. É uma oportunidade que a gente tem para modernizar a administração pública", disse Mitraud.

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