Mercado fechado
  • BOVESPA

    113.282,67
    -781,69 (-0,69%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    51.105,71
    -358,56 (-0,70%)
     
  • PETROLEO CRU

    73,95
    +0,65 (+0,89%)
     
  • OURO

    1.750,60
    +0,80 (+0,05%)
     
  • BTC-USD

    42.617,68
    -443,74 (-1,03%)
     
  • CMC Crypto 200

    1.067,20
    -35,86 (-3,25%)
     
  • S&P500

    4.455,48
    +6,50 (+0,15%)
     
  • DOW JONES

    34.798,00
    +33,18 (+0,10%)
     
  • FTSE

    7.051,48
    -26,87 (-0,38%)
     
  • HANG SENG

    24.192,16
    -318,82 (-1,30%)
     
  • NIKKEI

    30.248,81
    +609,41 (+2,06%)
     
  • NASDAQ

    15.319,00
    +15,50 (+0,10%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,2556
    +0,0306 (+0,49%)
     

90% dos animais e plantas da Amazônia já foram afetados por incêndios florestais

Em um novo estudo, pesquisadores revelam que, em quase duas décadas, cerca de 90% das espécies de animais e plantas da Amazônia brasileira já foram impactadas por incêndios. Eles também apontam para o impacto das queimadas, que aumentaram consideravelmente em 2019, com o enfraquecimento de políticas eficazes de fiscalização e monitoramento de desmatamentos e queimadas.

A equipe procurou identificar a totalidade das espécies da Amazônia brasileira atingidas pelos incêndios florestais entre os anos de 2001 e 2019. Para isto, os pesquisadores utilizaram imagens obtidas por satélites. Assim, eles mapearam o fogo e compararam essas imagens com outros mapas que mostram as áreas de ocorrência de 11.514 espécies de plantas e 3,079 de animais.

(Imagem: Reprodução/Vinícius Mendonça/IBAMA)
(Imagem: Reprodução/Vinícius Mendonça/IBAMA)

Em alguns locais, mais de 60% da cobertura original foi impactada por queimadas ao longo dos últimos 20 anos. O pesquisador Mathias Pires, da Unicamp e co-autor do estudo, identificou a ocorrência do fogo em áreas bem mais centrais da Amazônia nos últimos anos — e não apenas naquelas localizadas nos limites do bioma, que são mais suscetíveis aos incêndios por conta do clima seco. Neste caso, as queimadas são provocadas por ação humana com o objetivo de transformar a floresta em pasto para gados.

O fogo não apenas mata os animais, mas transforma completamente o habitat das espécies. “As plantas amazônicas não têm adaptações ao fogo como as plantas do Cerrado, por exemplo, e geralmente morrem após a passagem do fogo, transformando a floresta fechada em ambientes abertos”, acrescentou Pires. O pesquisador acrescenta que as mudanças climáticas tornarão essa região mais secas, favorecendo ainda mais os casos de incêndios.

(Imagem: Reprodução/Ivan Canabrava/Illuminati Filmes/IPAM)
(Imagem: Reprodução/Ivan Canabrava/Illuminati Filmes/IPAM)

Além disso, o estudo identificou três grandes ciclos de incêndio na Amazônia, relacionados com seus respectivos momentos políticos do país. Até 2008, esses incêndios eram frequentes e atingiam áreas maiores. Entre 2009 e 2018, com a presença de políticas de controle de desmatamento, conseguiu evitar os incêndios, mesmo com o tempo seco. No ano seguinte, 2019, quando a aplicação dessas políticas começou a relaxar, houve um impacto do fogo bem maior do que o esperado.

Segundo Danilo Neves, pesquisador da UFMG e co-autor do trabalho, o estudo destacou uma relação muito estreita entre a política brasileira, o desmatamento e queimadas na Amazônia. A única saída deste cenário seria o investimento na fiscalização e monitoramento das queimadas na região. “Caso contrário, mais espécies serão impactadas e ecossistemas inteiros entrarão em colapso”, ressaltou Neves.

O estudo, conduzido pela Universidade do Arizona, nos EUA, contou com a participação de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), com apoio do Instituto Serrapilheira.

Fonte: Canaltech

Trending no Canaltech:

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos