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83% dos brasileiros confrontariam parceiros caso descobrissem apps espiões

Oito em cada 10 brasileiros confrontariam seus parceiros caso descobrissem que estão sendo espionados por aplicativos instalados em seus celulares. Os dados aparecem em um estudo sobre perseguição digital que revelou os hábitos dos cidadãos de nosso país diante de plataformas de monitoramento ocultou ou não e dialogam diretamente com o aumento de situações de violência doméstica.

Atenção: esse texto pode conter gatilhos de perseguição, espionagem e violência doméstica.

A conclusão é uma das principais a aparecerem em um estudo publicado no início de junho pela Kaspersky. Falando com especialistas e entendendo que as mulheres são as principais vítimas desse tipo de stalking digital, a empresa de segurança traçou uma relação direta entre casos de agressão e abuso com os conflitos relacionados à instalação de apps de espionagem, indicando que a busca por apoio jurídico e contato com as forças policiais são o melhor caminho, no lugar do conflito com o cônjuge.

“A escalada da violência ocorre toda vez que a vítima tenta uma resistência ou busca interromper esse ciclo. Ao imaginarmos o desconforto do abusador ao ser descoberto e ter que explicar suas ações, podemos afirmar com um certo nível de confiança que haverá uma agressão, possivelmente física”, explica Raquel Marques, presidente da Associação Artemis, que atua na prevenção e erradicação da violência contra mulheres. Na visão dela, basta a imposição de limites ou indicações de rompimento do relacionamento para que as situações comecem a escalar desta maneira.

A pergunta sobre confrontar o parceiro foi feita de forma objetiva pelos pesquisadores da Kaspersky e também acompanha uma noção de que “procurar ajuda” é o caminho buscado por menos de um terço dos consultados. 33% afirmaram que procurariam o que fazer na internet ao encontrarem um app espião no celular, enquanto 23% afirmaram que buscariam ajuda técnica. Os números relacionados à polícia (21%) e centros de apoio contra abuso (20%) são ainda menores.

Por outro lado, surge com força a ideia de que o app espião seria deletado do celular caso localizado, uma alternativa para 55% dos entrevistados. Quando perguntados exatamente sobre o que fariam, diante de várias hipóteses incluindo confrontar o parceiro, 47% disseram que investigariam o caso e tentariam falar com o abusador.

Especialistas em apps espiões recomendam que vítimas busquem autoridades e instituições

A recomendação de especialistas em segurança pública, entretanto, é a busca por apoio de autoridades e instituições. “As vítimas precisam saber que, ao apagar o programa de monitoramento, ela está jogando fora a prova cabal que sustentará o crime de perseguição”, explica Milena Lima, delegada de polícia especializada em crimes digitais e violência contra as mulheres. “Outra opção é procurar uma assistência especializada para fazer uma preservação técnica ou até mesmo um parecer.”

Marques aponta, ainda, a importância da busca por assistência emocional, já que a vítima de abuso está em situação de vulnerabilidade. Centros de assistência social e defensorias públicas auxiliam nesse sentido, bem como organizações voluntárias que prestam atendimento especializado em violência contra a mulher. “Há necessidade de ampliar os investimentos destas estruturas de apoio, diante dos problemas de stalking e abuso doméstico”, finaliza.

Fonte: Canaltech

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