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82% dos municípios não veem condições para reabrir escolas da rede básica, mostra pesquisa

Anita Efraim
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A teacher prepares her classroom at a private school in Brasilia, Brazil, Monday, Sept. 21, 2020. Private schools, closed since the second half of March due to the COVID-19 pandemic, have reopened their doors. Returning to school is optional and online classes continue for students who choose to stay at home watching classes via remote education. (AP Photo/Eraldo Peres)
(Foto: AP Photo/Eraldo Peres)

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostra que 82% das cidades brasileiras não acreditam haver condições para rede básica de ensino em 2020. A informação foi divulgada pelo Estadão.

A CNM ouviu 3.988 municípios, 71,6% do total. Entre eles, apenas 677 disseram que tem condições de reabrir as escolas da educação básica ainda este ano, desde que haja autorização por parte das autoridades sanitárias ou oferta da vacina.

O levantamento analisou a situação das escolas em 96 países do mundo. Segundo a Confederação, 38 estão com as escolas abertas, 33 com as escolas parcialmente abertas e em 25 os estabelecimentos educacionais estão fechados.

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Ao Estadão, Glademir Aroldi, presidente da CNM, afirma que o cenário no Brasil é complexo, porque envolve que os alunos fiquem muitas horas dentro da sala de aula, com risco de aglomeração no transporte público e maior exposição de estudantes e famílias.

Aroldi ainda opinou que, mesmo em cidades que já flexibilizaram a abertura do comércio, a volta as aulas não se mostra segura.

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“Na flexibilização de um bar, vai a um bar quem acha que pode ir. Na escola, quando abrir, você faz com que os alunos acabem frequentando, permaneçam por um período longo e voltem para a casa, convivam com pais, avós. É uma situação mais complexa. Em algumas regiões, precisa do ar-condicionado ligado o tempo todo. E não é só aula, é o transporte escolar, acaba envolvendo alunos dentro de um mesmo veículo”, ponderou.

A educação básica foi amplamente afetada pela pandemia do novo coronavírus. Além da defasagem no aprendizado, há ainda o temos pela evasão escolar. Para 39% dos gestores municipais, a educação foi a área mais afetada pela pandemia.