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800 criminosos são presos em operação com app de mensagens “espião”

·3 minuto de leitura

Uma operação de três anos, com milhares de policiais de 17 países diferentes, levou à prisão de 800 criminosos por crimes que vão desde assassinatos até o tráfico de drogas ou armas. A chamada Operação Ironside, coordenada pelo FBI ao lado da Polícia Federal Australiana (AFP, na sigla em inglês), envolveu o uso de um app de mensagens “espião”, que foi vendido aos bandidos como uma alternativa segura, mas na realidade permitia o monitoramento das conversas pelas autoridades.

A operação envolveu a criação de uma rede de contatos e a garantia de confiança por parte dos meliantes de que o software era, realmente, seguro. No centro, estava uma aplicação chamada AN0M, que foi desenvolvida por parceiros das autoridades australianas e adquirida pelo governo na sequência, sendo instalada em smartphones vendidos aos bandidos. Ela é capaz de capturar as mensagens e desabilitar a criptografia, permitindo que as conversas fossem acessadas por terceiros a partir das ferramentas corretas — o software de comunicação usado pelos criminosos não foi revelado.

A operação já havia sido detalhada pelo FBI no início da semana, quando a agência relatou a prisão de 100 pessoas relacionadas ao uso do backdoor. Os números da polícia australiana, entretanto, são muito maiores e mostram o escopo de uma operação que envolveu cidadãos ou residentes de 90 países e mais de 25 milhões de mensagens, entre texto, áudio, vídeo e outras mídias, que permitiram o indiciamento e captura de líderes e agentes importantes de 300 organizações criminosas.

Para levar ao uso dos celulares comprometidos, as autoridades usaram redes de policiais disfarçados para fingir terem em mãos um sistema seguro, que só poderia ser utilizado pelos criminosos mediante convite e contato com outro usuário. Na medida em que os bandidos iam falando dos aparelhos para seus comparsas, o uso do AN0M era disseminado a partir de dispositivos com o sistema operacional Android e recursos reduzidos “em prol da segurança”, mas possibilidade de trocar mensagens ou arquivos de mídia, realizar chamadas, tirar fotos e gravar vídeos.

O próprio esquema gerou problemas adicionais para a operação e explica o período de observação, que durou anos em alguns casos. Como forma de passar mais legitimidade ao esquema dos smartphones, os policiais permitiam o pagamento em criptomoedas e a compra anônima, o que gerou um obstáculo na ligação entre indivíduos e as mensagens trocadas — aos poucos, e com a análise das informações, entretanto, foi possível fazer isso, não apenas de forma a prender os acusados, mas também usar tais dados em seus julgamentos.

A AFP, em comunicado oficial, agradeceu ao FBI pela parceria na operação, que contou com a participação de centenas de agentes ao redor do mundo e envolveu apreensões de drogas e armas ao longo dos últimos três anos, como forma de reduzir o alcance das redes criminosas e evitar sua lucratividade. Além disso, as autoridades destacaram o sucesso em um trabalho que usa elementos já conhecidos dos bandidos, acostumados com os apps de mensagens criptografadas e seguras, contra eles mesmos.

Fonte: Canaltech

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