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80% dos sites de pirataria exibem anúncios perigosos aos visitantes

O acesso a sites de pirataria costuma ser citado por especialistas como um risco aos usuários e, agora, uma pesquisa quantificou esse risco. De acordo com um levantamento feito pela Digital Citizens Alliance (Aliança dos Cidadãos Digitais, em inglês), 80% dos domínios desse tipo exibem anúncios perigosos aos visitantes, com uma em cada seis visitas expondo usuários ao download de malware.

Mais do que isso, estamos falando de um negócio multimilionário. A ONG focada em segurança aponta que a pirataria é um ecossistema de US$ 2 bilhões, aproximadamente R$ 10 bilhões, apenas as propagandas veiculadas nestes sites correspondem a US$ 121 milhões, ou cerca de R$ 625 milhões em conversão direta. 12% das propagandas exibidas em páginas que disponibilizam filmes, séries, jogos e outros conteúdos de forma irregular são perigosas, com um total de mais de 321 milhões de inserções maliciosas disponíveis na rede.

O volume é tamanho que os próprios realizadores da pesquisa sofreram múltiplas contaminações com ransomware e outros tipos de pragas durante os estudos. O estudo, feito em parceria com White Bullet, empresa de soluções especializada no combate à pirataria, e com a Unit 221B, empresa de inteligência de ameaças, também encontrou pragas focadas no roubo de dados bancários, mineração de criptomoedas ou coleta de informações digitadas ou salvas em navegadores.

<em>Durante estudo sobre a presença de anúncios maliciosos em sites de filmes e séries piratas, pesquisadores foram infectados múltiplas vezes com ransomware e outros tipos de pragas (Imagem: Reprodução/Digital Citizens Alliance)</em>
Durante estudo sobre a presença de anúncios maliciosos em sites de filmes e séries piratas, pesquisadores foram infectados múltiplas vezes com ransomware e outros tipos de pragas (Imagem: Reprodução/Digital Citizens Alliance)

Na visão dos especialistas, os responsáveis pelos sites de pirataria sabem do perigo e, mesmo assim, permitem a veiculação de anúncios maliciosos como forma de lucrar. O mesmo também valeria para as plataformas de distribuição de propagandas, com o estudo criando uma versão maliciosa intencionalmente, aprovada sem problemas por um serviço do tipo e exibida a usuários sem nenhum tipo de moderação, com a indicação falsa de que o computador do usuário estaria em risco e precisaria de um software de segurança que, na realidade, faria o contrário.

Mais do que isso, o levantamento aponta uma questão de segurança nacional, já que muitas das ameaças identificadas teriam ligação ou origem com a Rússia e poderiam constituir um perigo aos usuários americanos. Novamente, entra em jogo a questão da monetização, com os operadores dos serviços de disponibilização de conteúdo não se importando com esse tipo de envolvimento.

Como evitar vírus ao baixar filmes e séries?

O caminho ideal para a segurança no consumo de mídia é a preferência por sites e serviços legítimos, sejam sites de streaming ou páginas que vendam os conteúdos de forma legal. Na maioria destes, claro, é necessário pagamento, com o usuário podendo ficar de olho em promoções e ofertas de degustação para poder consumir o material de forma segura.

Manter soluções antivírus instaladas no PC e smartphone ajuda a evitar as ameaças mais comuns. O ideal é não clicar em anúncios que indiquem perigo ou solicitem a instalação de softwares; o mesmo também vale para as próprias plataformas de conteúdo pirata. Apps, atualizações e programas só devem ser baixados a partir de fontes legítimas, como sites de fabricantes ou as lojas oficiais do seu smartphone.

Fonte: Canaltech

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