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77% dos brasileiros dizem que inflação vai aumentar, mostra Datafolha

EDUARDO CUCOLO
·3 minuto de leitura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A expectativa de aumento da inflação atingiu um dos maiores resultados desde o início do Plano Real, segundo pesquisa Datafolha. De acordo com o levantamento, a parcela dos que acham que os índices de preços vão subir passou de 72% na pesquisa de dezembro para 77% em março. Esse patamar não era registrado desde 2015, no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), quando variou de 72% a 81%. Naquele ano, o IPCA (principal índice de inflação) superou o patamar de 10%, puxado pela liberação de reajustes represados no primeiro mandato da petista. Atualmente, o indicador está em 5,2% nos 12 meses encerrados em fevereiro, com expectativa de ficar próximo de 7% até julho e recuar para menos de 5% em dezembro. Outro indicador de inflação, o IGP-M, composto por preços no atacado, ao consumidor e da construção, está em patamar bem mais alto: subiu mais de 30% nos últimos 12 meses. Esse indicador é mais sensível às variações do dólar. A pesquisa telefônica Datafolha foi realizada nos dias 15 e 16 de março de 2021, com 2.023 brasileiros em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para baixo ou para cima. O pessimismo com a inflação é maior entre as pessoas com ensino superior (84%) em relação às com ensino fundamental (71%). Está em 76% na faixa até dois salários mínimos e em 80% nas faixas superiores. É maior no Sul (81%), Sudeste (78%) e Norte/Centro-Oeste (77%) do que no Nordeste (74%). É menor entre as donas de casa (67%) e maior entre empresários e funcionários públicos (82%). Também se destacam os percentuais mais baixos entre aqueles que dizem não ter medo do coronavírus e/ou que avaliam o presidente como ótimo/bom (nos dois casos, 69% acreditam que a inflação vai subir). Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo no início do mês, de olho nas eleições presidenciais de 2022, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta combater um inimigo que já derrubou a popularidade de muitos antecessores. Desde o ano passado, ele tem manifestado o desejo ou adotado medidas para segurar a alta da inflação. O presidente já tentou intervir no preço do arroz no ano passado e, neste ano, decidiu mexer nos reajustes de combustíveis, além de anunciar que irá atacar também a questão da energia elétrica. Esses são alguns dos preços que têm pressionado a inflação. No caso dos combustíveis, o presidente decidiu intervir na Petrobras, o que provocou alta do dólar e anulou a redução de tributos anunciada para reduzir o preço do insumo. Entre os produtos que mais subiram estão outros itens da cesta básica, como feijão e óleo de soja, que quase dobraram de preço em 12 meses, além de bens que dependem de insumos com preços determinados no mercado internacional. Também pesam na cesta de consumo os combustíveis. Nesta semana, o Banco Central anunciou o primeiro aumento da taxa básica de juros em seis anos e disse que a Selic deve continuar subindo nos próximos meses, devido ao risco de descontrole inflacionário, apesar da economia ainda fraca. Segundo o BC, a continuidade da recente elevação no preço de commodities internacionais tem afetado a inflação corrente e também elevado as projeções para os próximos meses. O Boletim Focus do BC publicado nesta semana mostrou que as projeções dos economistas consultados são de um IPCA de 4,60% neste ano. Entre as cinco instituições com maior percentual de acerto nas projeções, a estimativa é de 5,12%. A meta de inflação é de 3,75%, com intervalo de tolerância de até 5,25%.