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7 fatos sobre Luciano Hang, o dono da Havan

Luciano Hang é um dos empresários mais famosos do Brasil. Embora esteja empreendendo desde a década de 1980, o catarinense de 56 anos que assumiu o apelido de "Véio da Havan" nas redes sociais, só ganhou reconhecimento nacional após se tornar um dos principais apoiadores de Jair Bolsonaro.

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Ainda no período da campanha eleitoral de 2018, Hang ficou famoso pelos posts de apoio ao então candidato do PSL à presidência, usando roupas verdes e amarelas e atacando políticos e partidos de esquerda, sobretudo o PT.

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Mas você talvez não saiba que Hang começou a empreender muito jovem; ou que ele doou milhares de reais a políticos na campanha de 2018, mas, oficialmente, nenhum centavo ao ídolo Bolsonaro.

Confira esta e outras informações e curiosidades sobre Hang na lista a seguir.

Fortuna

Luciano Hang é um dos brasileiros mais ricos do mundo. Com uma fortuna estimada em US$ 2,2 bilhões, desde o início de 2019 ele ocupa a posição de número 1.057 no ranking de bilionários da Forbes, e é apenas um dos 18 nomes brasileiros da lista.

Faturamento

A Havan é uma das maiores redes de varejo do Brasil. O faturamento da empresa, em 2018, ficou na casa dos R$ 7 bilhões. A rede tem mais de 25 mil funcionários espalhados em 120 lojas de 17 estados, a maioria localizadas em cidades de pequeno e médio porte, abastecendo regiões metropolitanas em torno das grandes capitais.

Estátua da liberdade

A famosa estátua da liberdade em inauguração da Havan no RS

A Havan é conhecida pelas réplicas da estátua da liberdade que enfeitam as entradas das lojas. Todas as lojas têm arquitetura inspirada na Casa Branca, a sede do governo federal dos EUA.

Encantado pela cultura norte-americana, Hang adotou o símbolo da estátua que fica em Nova York seguindo a sugestão de uma criança que visitou a loja, e, segundo o empresário, representa a "liberdade para comprar".

Começou cedo

Hang começou a trabalhar aos 17 anos junto com os pais, operários, na Fábrica de Tecidos Carlos Renaux, em Brusque (SC). Aos 21 anos, formado no curso tecnólogo de Processamento de Dados, o jovem catarinense comprou uma pequena empresa, a Tecelagem Santa Cruz.

Aos 25, em 1986, ele fundou a Havan, cujo nome vem da mistura dos nomes Hang e Vanderlei de Limas, sócio que anos mais tarde o venderia sua parte do negócio.

SBT

Luciano Hang e Sílvio Santos em desfile militar de 7 de setembro de 2019

Luciano Hang tem uma emissora de TV favorita: o SBT, de Sílvio Santos. O empresário já apareceu em seis programas da emissora nos últimos oito meses, totalizando 210 minutos no ar, segundo levantamento do jornalista Maurício Stycer.

O empresário investe mais de R$ 80 milhões em publicidade no canal, e já chegou a fazer pressão pela demissão de apresentadores, como a da jornalista Rachel Sheherazade, após comentários críticos a Bolsonaro.

Condenações na Justiça

O catarinense também já foi alvo, mais de uma vez, das autoridades. Em setembro de 2019, foi alvo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ter supostamente coagido funcionários a votarem em Bolsonaro.

Também em setembro, foi notificado pelo Ministério Público por usar a bandeira do Brasil em estabelecimentos da marca - é proibido usar símbolos nacionais em publicidade. Na época, ele respondeu: “vou esperar para ser preso, mas não vou deixar de usar a bandeira”.

Na política

Hang foi, durante anos, filiado ao MDB, partido do ex-presidente Michel Temer e outros nomes famosos da política nacional. Mas no início de 2018, deixou o partido e anunciou que concorreria às eleições em Santa Catarina. Ele nunca oficializou uma candidatura, mas chegou a ser cotado para vice de Bolsonaro.

Em 2018, ele doou R$ 100 mil para a campanha de Ratinho Jr. (PSD), eleito governador do Paraná, e outros R$ 60 mil a mais quatro candidatos. Embora não tenha feito doações oficiais a Bolsonaro, ele é acusado de ter financiado o disparo em massa de mensagens no WhatsApp a favor do então candidato à presidência.

Apelido

Nas redes sociais, Hang ficou conhecido como "véio da Havan" (sic), principalmente por opositores de Bolsonaro e simpatizantes da esquerda e do PT. O empresário, porém, assumiu o apelido com bom humor. "Vou confessar que achei o apelido super simpático”, disse Hang em uma publicação no Facebook de maio de 2019.

“Sou uma pessoa que leva as coisas na esportiva. Então, se não tem violência eu me divirto com os comentários até de quem não gosta de mim!”, escreveu.