Mercado fechado

7 empresários que doaram milhões a partidos políticos em 2018

Henrique Meirelles, maior doador a partidos políticos de 2018. Foto: AP/Eraldo Peres

As eleições presidenciais e parlamentares de 2018 foram as primeiras desde a redemocratização a proibir doações de empresas a partidos e candidatos. Com a mudança, o Tribunal Superior Eleitoral tentou inibir a prática de caixa 2 e a corrupção de agentes públicos que fazem promessas em troca de financiamento de campanha.

SIGA O YAHOO FINANÇAS NO INSTAGRAM

No entanto, isso não impediu a entrada de capital privado nas candidaturas de 2018. A doação de pessoas físicas foi liberada, e muitos empresários milionários doaram, com o próprio CPF, algunas milhões de reais a diversos partidos do espectro político.

Leia também

Confira quem foram os maiores doadores, segundo um levantamento do jornal O Estado de S.Paulo.

Henrique Meirelles

Candidato derrotado à presidência em 2018, Henrique Meirelles (MDB) também doou alguns milhões a outros partidos nas eleições. Com uma fortuna declarada de R$ 377 milhões, Meirelles doou R$ 900 mil para o MDB e R$ 600 mil para o PSD, partido ao qual já foi filiado. Ele também bancou a própria campanha com R$ 57 milhões.

Rubens Ometto

Controlador da Cosan, conglomerado milionário com negócios nos setores de energia, logística, infraestrutura e agricultura, Ometto doou R$ 1 milhão a diversos partidos: R$ 500 mil ao DEM, R$ 450 mil ao PSB e R$ 50 mil ao PDT.

Flávio Rocha

O dono da Riachuelo é um dos mais famosos apoiadores públicos do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), no meio empresarial. Mas as doações de Rocha foram ao ex-PRB, atual Republicanos (R$ 430 mil) e ao Podemos (R$ 570 mil). Segundo eles, os partidos foram recompensados por promover uma "renovação política".

Wilson Picler

O maior financiador do PSL, partido que mais conquistou cargos públicos em 2018, incluindo o de presidente da República, foi o dono do grupo educacional Uninter, do Paraná. Picler, que já foi deputado federal pelo PDT, doou R$ 800 mil ao partido de Jair Bolsonaro. "Eu, como político, acreditei neste projeto [de Bolsonaro], que está fazendo as reformas necessárias à nossa economia", declarou.

José Ricardo Rezek

Na outra ponta do espectro ideológico das últimas eleições está o dono do grupo Rezek, que atua no agronegócio, no mercado imobiliário e no de tecnologia. José Ricardo Rezek doou R$ 200 mil ao PT, que teve como candidatos o ex-presidente Lula (proibido de concorrer por ter sido condenado à prisão) e Fernando Haddad, que terminou a disputa em segundo lugar.

Rafael Sportelli

O partido Novo, formado por muitos empresários e crítico do financiamento público de campanhas políticas, também recebeu "aportes". Rafael Sportelli, da Aethra, produtora e exportadora de Minas Gerais, doou R$ 950 mil ao partido que lançou João Amoêdo à disputa pela presidência da República.

Eugênio Pacelli Mattar

O CEO da locadora de carros Localiza, Eugênio Pacelli Mattar, doou R$ 930 mil ao partido Novo. O empresário é irmão de Salim Mattar, que foi escolhido por Paulo Guedes e Jair Bolsonaro para comandar o departamento de privatizações do governo federal. Nenhum dos dois é filiado ao partido, porém.