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7 em cada 10 brasileiros se informa por redes sociais — e isso afeta a segurança

·4 minuto de leitura

No começo dos anos 2000, era comum que os pais alertassem os filhos a não acreditarem em tudo que eles encontrassem na internet. Aparentemente, o conselho se perdeu com o tempo, já que agora, em 2021, segundo uma pesquisa da Kaspersky em parecia com a empresa de pesquisa Corpa, sete em cada dez internautas brasileiros, entre 20 e 65 anos de idade, recorreram a redes sociais para se informarem durante o último ano.

O estudo "Infodemia e os impactos na vida digital" da Kaspersky, em parceria com a empresa de pesquisa Corpa, foi feito com o objetivo de alertar sobre os potenciais riscos à privacidade, reputação e bem-estar, contidos nas redes sociais, que foram intensificados por conta do aumento da transformação digital ocasionada pela pandemia do covid-19.

O estudo foi realizado de forma online pela CORPA entre fevereiro e março de 2021. A pesquisa foi desenvolvida com usuários de dispositivos móveis de seis países da Amérca Latina: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. No total, foram entrevistadas 2358 pessoas entre 25 e 65 anos de idade.

As redes sociais, embora criadas inicialmente com o objetivo de conectar virtualmente as pessoas, evoluíram para serem usadas como algumas das principais formas de acesso à informação no ambiente digital, a partir tanto de perfis de veículos oficiais quando criadores de conteúdo que compartilham novidades sobre tópicos de interesse dos usuários.

Com esse comportamento, 83% dos brasileiros entrevistados na pesquisa da Kaspersky indicaram estarem cuidando de sua saúde com base em informações compartilhadas em redes sociais, e 88% afirmaram usar as redes sociais para manterem-se informados sobre o funcionamento de serviços (públicos e comerciais) durante a pandemia, tendência que não passou despercebida por fraudadores e cibercriminosos. O estudo também aponta que as mulheres (72%) têm uma ligeira preferência pelas plataformas em comparação com os homens (70%) no Brasil, e que 71% dos internautas brasileiros, entre 20 e 65 anos de idade, se informaram pelas redes sociais durante os últimos 12 meses.

Os perigos de segurança nas redes sociais

<a class="link rapid-noclick-resp" href="https://canaltech.com.br/empresa/facebook/" rel="nofollow noopener" target="_blank" data-ylk="slk:Facebook">Facebook</a> é uma das redes sociais mais acessadas no Brasil. (Imagem: Reprodução/Pexels/Luca Sammarco)
Facebook é uma das redes sociais mais acessadas no Brasil. (Imagem: Reprodução/Pexels/Luca Sammarco)

A popularidade das redes sociais, porém, pode apresentar riscos de segurança para muitos usuários. Segundo Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil, quanto mais pessoas fizerem uso de um serviço ou plataforma, mais atrativa ela se torna para os cibercriminosos. Assolini cita como exemplo o grande aumento de golpes de phishing que ocorreu no começo da pandemia, quando os serviços online se tornaram a única solução para pessoas que estavam em isolamento social.

Assolini afirma que o phishing é o principal golpe disseminado nas redes sociais. Segundo dados do Panorama de Ameaças na América Latina, as mensagens fraudulentas atingiram 15,4% dos internautas brasileiros nos primeiros oito meses deste ano. Para o analista sênior da Kaspersky, a forma rápida e sem aprofundamento que os usuários leem as mensagens online acaba as levando a reagir instintivamente, seja clicando em links suspeitos ou não pensando onde está colocando seus dados pessoais.

Por fim, Assolini ressalta que a sobrecarga mental causada pelo isolamento social deixaram as pessoas mais expostas mais expostos aos golpes de engenharia social, que induzem ao compartilhamento de dados sensíveis.

Para a proteção contra golpes em redes sociais, a Kaspersky recomenda os seguintes cuidados:

  • Mantenha um equilíbrio no consumo de notícias para evitar se sentir saturado de informações. Use a função "Ver/Ler mais tarde", disponível em várias plataformas e navegadores, para ajudar a criar hábitos que beneficiam sua saúde mental;

  • Antes de compartilhar, comentar ou dar "like" em algo, dê tempo para processar a informação. Assolini recomenda questionar se a fonte é verdadeira e avaliar as possíveis consequências do seu comentário ou de apoiar um ponto de visto de um terceiro. Tenha em mente que toda postagem na internet pode ser encontrada a qualquer momento e algo dito em um momento de raiva ou emoção pode trazer consequências à sua reputação no futuro;

  • Suspeite de ligações, e-mails, SMS, posts em redes sociais ou mensagens WhatsApp com pedidos envolvendo dinheiro e ofertas, especialmente quando o remetente é desconhecido. Verifique o endereço presente no link, e não o abra se ele te levar para um site diferente ou suspeito;

  • Quanto à automedicação baseado em mensaens recebidas em redes sociais, é importante que a pessoa cheque as informações em fontes oficiais e consulte sempre um médico, já que relatos de sucesso podem ser fraudados ou pagos para que se espalhem mais facilmente na internet.

Fonte: Canaltech

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