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63% consideram que governo tem responsabilidade por crise energética, diz Datafolha

·2 minuto de leitura
***ARQUIVO***BRASILIA, DF, 13.09.2021 - O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de lançamento do programa Habite Seguro, programa habitacional voltado aos profissionais das forças de segurança. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASILIA, DF, 13.09.2021 - O presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de lançamento do programa Habite Seguro, programa habitacional voltado aos profissionais das forças de segurança. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Para 63% dos brasileiros, o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem muita ou um pouco de responsabilidade pela crise energética no país, segundo pesquisa Datafolha realizada de 13 a 15 de setembro.

Para 27% dos entrevistados, o governo Bolsonaro tem muita responsabilidade. Para 36%, um pouco de responsabilidade. Outros 34% isentam a atual gestão pelo problema.

Entre os que classificam a gestão federal como ótima/boa, 16% têm a avaliação de que o governo tem muita responsabilidade, 29% que tem um pouco de responsabilidade, e 51% isentam o presidente.

No recorte da pesquisa, destacam-se as diferenças entre a responsabilização por pessoas com ensino fundamental (56%) e superior (72%); e também entre moradores do Sul (58%) e Centro-Oeste e Norte (68%).

Estudantes também aparecem bem acima da média (73%). A responsabilização é menor entre empresários (48%) e donas de casa (56%).

O Datafolha também perguntou se o entrevistado tomou conhecimento de que a falta de chuvas em algumas regiões do país tem feito baixar o volume dos reservatórios de água usados para gerar energia elétrica.

Disseram ter conhecimento e estar bem informadas 45% das pessoas. Outros 38% se consideram mais ou menos informados, 10% dizem estar mal informados e 7% não tomaram conhecimento da crise.

O problema é desconhecido para 19% dos estudantes, maior percentual dessa resposta entre todas as ocupações.

O país enfrenta a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Em agosto, o governo definiu as regras para o início do programa voluntário de deslocamento do consumo de energia.

As chuvas de julho e agosto foram piores do que o esperado pelo governo. No final daquele mês, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou a criação de uma nova bandeira tarifária, chamada de "escassez hídrica", que custará R$ 14,20 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) e vigora até abril de 2022. A nova bandeira gera uma alta de 6,78% na conta de luz.

Em setembro, o governo decidiu contratar térmicas emergenciais para reforçar o setor elétrico em 2022, após estudo que indica risco de crise energética também no próximo período seco, que se inicia no outono do ano que vem.

O governo diz que as medidas tomadas até o momento evitam o risco de apagões em 2021. Para isso, no entanto, é necessário acionar usinas termelétricas, que produzem energia mais cara e encarecem a conta de luz.

Na última terça (14), os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste estavam com 18,38% de sua capacidade de armazenamento de energia. A previsão do ONS é que cheguem a novembro em 11,3%.

No sábado (11), o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, esteve no norte de Minas Gerais para cerimônia de início de operações de uma linha de transmissão que amplia em 25% a capacidade de exportação de energia do Nordeste para o resto do país.

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