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6 serviços de música que não existem mais

·8 min de leitura

Em um passado não tão distante, as pessoas usavam diversos serviços para baixar e reproduzir suas músicas favoritas. Com a chegada de soluções mais avançadas, essa prática foi diminuindo até ser praticamente extinta com a popularização dos serviços de streaming de áudio, o que deixa uma pontinha de saudosismo em quem navegava pela internet entre os anos de 1990 e 2000.

O Canaltech listou seis serviços de música usados no passado, mas que não existem mais nos dias atuais — e um bônus que era ainda anterior a eles. Embarque nessa jornada pelo túnel do tempo e relembre momentos únicos da internet discada, início da banda larga musical e na atualidade.

Grooveshark

O Grooveshark foi um serviço de streaming de música baseado na web criado pelo Escape Media Group, nos Estados Unidos, em 2006. A ideia básica era permitir ao usuário fazer upload de seus arquivos de áudio digitais, comercializá-los e transmitir em listas organizadas de reprodução. O site contava com um mecanismo de buscas, recursos de reprodução via internet e um sistema de recomendações de sons.

O serviço contava com bibliotecas e possibilitava a transferências de músicas entre usuários (Imagem: Captura de tela/Grooveshark)
O serviço contava com bibliotecas e possibilitava a transferências de músicas entre usuários (Imagem: Captura de tela/Grooveshark)

Durante os primeiros dois anos de vida, funcionou como um serviço pago de música para download, com seu conteúdo originado pelo sistema peer-to-peer (P2P) proprietário que lembrava o Kazaa e o Napster. No beta, usuários compravam e vendiam faixas entre si por 99 centavos: cerca de 70 centavos iam para a gravadora, 25 centavos para o vendedor e 4 centavos para a plataforma.

O formato, é claro, não era livre como os serviços modernos nos quais basta escolher uma música e reproduzir, o que até rendeu um imenso processo judicial movido por gravadoras gigantes como Universal Music, EMI, Sony Music e Warner Music, todos por acusação de violação de direitos autorais. Em razão disso, o aplicativo chegou a ser removido do iOS e banido do Facebook, fatos fundamentais na decadência e posterior fechamento, em 2015.

Google Play Music

O Google Play Music foi um serviço de streaming, biblioteca de músicas e podcasts operado pelo Google, parte de sua linha de serviços Google Play. O aplicativo foi lançado em 16 de novembro de 2011, quando os streamings musicais ainda engatinhavam, e encerrado em setembro de 2020 para dar lugar ao YouTube Music.

O Google Music funcionava como uma biblioteca online de músicas (Imagem: Reprodução/Google)
O Google Music funcionava como uma biblioteca online de músicas (Imagem: Reprodução/Google)

Os usuários tinham uma conta padrão na qual podiam guardar e ouvir até 50 mil faixas sem nenhum custo ou pagar uma inscrição que dava "acesso ilimitado" ao serviço, como streaming sob demanda e criação de estações de rádios customizadas. Os assinantes também podiam baixar canções pagas individualmente através da seção músicas do Google Play para serem ouvidas offline.

Chegou a estar disponível em 58 países (incluindo o Brasil) e presente em dispositivos com Android (vinha instalado de fábrica) e iOS, navegadores web e diversos reprodutores de mídia. Curiosamente, ele havia sido pensado para ser apenas um reprodutor de músicas na nuvem, mas teve seu propósito alterado após o Google conseguir um acordo com gravadoras para disponibilizar as músicas online.

Rdio

O Rdio foi um serviço de streaming de músicas criado em 2010 e extinto em 2015 que permitia ouvir músicas a apartir da pesquisa por artista, álbum ou listas de reprodução criadas pelos usuários. Assim como os rivais, era disponibilizado por meio de uma plataforma online via aplicativo e era compatível com Windows, macOS, iOS, Android, Windows Phone, BlackBerry, Chromecast, Sonos e Roku.

Mesmo com ampla compatibilidade e uma interface simples, o Rdio não durou muito (Imagem: Divulgação/Rdio)
Mesmo com ampla compatibilidade e uma interface simples, o Rdio não durou muito (Imagem: Divulgação/Rdio)

Em razão dessa ampla compatibilidade, tornou-se relativamente popular durante algum tempo e chegou a ter 35 milhões de músicas na sua biblioteca. O serviço tem como origem as ideias de dois veteranos em softwares famosos Niklas Zennström e Janus Friis, fundadores do Skype e do Kazaa.

Com o mercado acirrado e disputado por grandes companhias, o Rdio não resistiu à pressão e decretou falência em novembro de 2015, com as atividades oficialmente encerradas no mês seguinte.

Napster (original)

Era o rei dos programas de compartilhamento de arquivos, os precursores do Torrent, e principal central de distribuição de músicas no mundo. Os arquivos eram extraídos de CDs, convertidos para diversos formatos e baixados pelos usuários para que pudessem escutar em seus computadores, tocadores de MP3 e celulares.

Veja como as músicas eram baixadas em uma "velocidade incrível" (Imagem: Reprodução/Napster)
Veja como as músicas eram baixadas em uma "velocidade incrível" (Imagem: Reprodução/Napster)

Em razão disso, protagonizou o primeiro grande episódio na luta jurídica entre a indústria fonográfica e as redes de compartilhamento de música na Internet. Em seu auge, em janeiro de 2001, o Napster chegou a bater um pico de 8 milhões de usuários conectados simultaneamente e com um volume estimado de 20 milhões de canções baixadas por dia — lembre-se que a internet era lenta e baixar uma música poderia levar horas.

Este serviço foi o responsável pela popularização do modelo de distribuição de arquivos chamado peer-to-peer (P2P) e usado amplamente por várias cópias do Napster: Kazaa, LimeWire, Hamachi, eMule e Ares. Se antes o foco era o compartilhamento de músicas, depois iniciou-se a distribuição de videoclipes, jogos, séries e filmes.

O Napster existe até hoje, mas mudou o seu enfoque: deixou de ser um "fora da lei" para se tornar um serviço de streaming musical com aproximadamente 40 milhões de faixas e planos de assinatura. O alcance atual, é claro, está bem longe do que já foi um dia e muita gente nem sabe que a marca existe até hoje.

Groove Music

Esse serviço da Microsoft estava intimamente ligado ao falecido dispositivo tocador de MP3 Zune, lançado para competir com os populares iPods, da Apple. Nascido em 16 de outubro de 2012, era um site que possibilitava a execução de música por streaming e vendia discos digitais em um modelo similar ao iTunes, da Apple, e Google Music.

O Groove Música era um app da Microsoft voltado para comercialização de músicas e com planos de assinatura de streaming (Imagem: Reprodução/Microsoft)
O Groove Música era um app da Microsoft voltado para comercialização de músicas e com planos de assinatura de streaming (Imagem: Reprodução/Microsoft)

Estavam disponíveis três modelos de assinatura: a gratuita (com propagandas entre as faixas), a mensal ou a anual. O usuário podia escutar músicas em qualquer dispositivo que tivesse o app instalado, tais como Xbox 360, Xbox One, Windows 8, Windows RT, Windows Phone 8, iOS, Windows 10, Windows 10 Mobile e Android.

O fim do Groove extinguiu a opção de fazer streaming, download ou compra de canções no fim de 2017, mas o app ainda se manteve funcional para quem quisesse ouvir as músicas armazenadas no próprio smartphone ou no OneDrive. Nessa época, a Microsoft fez uma parceria com o Spotify e ofereceu dois meses gratuitos para quem migrasse, o que se mostrou benéfico para os usuários que adentraram na nova plataforma.

Xiami Music App

Esse é o caso mais recente de fechamento de serviço musical: o Xiami Music era um aplicativo do grupo Alibaba, dona da Aliexpress a vários outros sites de comércio eletrônico. O serviço foi extinto em fevereiro de 2021 e marcou um retrocesso de uma das maiores companhias da China no mercado do entretenimento digital.

O serviço sucumbiu aos concorrentes do mercado chinês (Imagem: Reprodução/Alibaba)
O serviço sucumbiu aos concorrentes do mercado chinês (Imagem: Reprodução/Alibaba)

O Xiami, que significa "pequeno camarão" em chinês, existe desde 2006 e começou as operações de modo similar aos rivais: com o comércio e upload de músicas. Com a reação das gravadoras, pressão da indústria fonográfica e regulação do governo de Pequim, precisou se ajustar parar oferecer o formato de assinaturas e tentar sobreviver em meio à forte concorrência.

O Alibaba adquiriu o serviço de música em 2013 e investiu milhões de yuans para competir no mercado chinês, dominado pela Tencent. Apesar dos esforços, o aplicativo não conseguiu ultrapassar a marca de 2% do mercado de streaming musical e a falta de crescimento fez com que o grupo optasse pela descontinuação do serviço.

Bônus: Locadoras de CDs e discos físicos

Houve uma época em que a única forma de ouvir música era com LPs (os velhos discos pretos, também chamados "bolachão") ou CDs, que eram caros e exigiam os tecnológicos CD Players. Para a maioria das pessoas, ter um CD de música era quase um artigo de luxo, por isso muita gente optava por alugá-los em locadoras especializadas.

A ideia é similar às locadoras de vídeo e games: você fazia a assinatura e pagava toda vez que locasse um álbum musical. Em geral, havia prazo para devolução (24 horas) e a pessoa precisava tomar muito cuidado para não arranhar o CD ou quebrar a caixinha, o que poderia gerar multa e até o ressarcimento integral do valor do produto.

Algumas locadoras se especializaram em entregar conteúdos musicais mais raros, como discos da década de 70 ou 80 e de artistas internacionais. Eram praticamente itens de colecionador, razão pela qual as pessoas estavam dispostas a pagar mais caro para ter essas preciosidades reproduzidas no seu toca-discos.

Com a popularização das gravadoras de CDs e DVDs e a melhoria da qualidade da internet, esse tipo de loja começou a cair em desuso porque as pessoas podiam baixar suas próprias músicas e montar álbuns personalizados. Algumas até tentaram sobreviver ao comercializar discos pela web, mas a concorrência com o iTunes e similares tornou o mercado inviável para os pequenos e médios empresários.

Fonte: Canaltech

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