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6 passos prioritários que você deve seguir ao ter seu celular roubado

·5 minuto de leitura

Sofrer qualquer espécie de furto ou roubo é situação bastante desagradável, mas quando isso acontece com o celular as coisas ficam ainda piores. Verdadeiros computadores de bolso, os aparelhos mais modernos guardam uma boa quantidade de nossas informações pessoais, além de apps que garantem acesso a contas bancárias e outras áreas sensíveis.

Enquanto ninguém vive na expectativa de perder seu aparelho, saber o que acontece quando isso acontece é essencial para se manter protegido. A especialista em manutenção e conserto de smartphones, Priscilla Khan, da Digivida, ajudou-nos a elaborar uma lista com algumas recomendações que devem ser seguidas caso isso aconteça.

1. Bloqueie o IMEI do aparelho

Ao realizar o bloqueio da "impressão digital" do aparelho, o número IMEI (International Mobile Equipment Identify), o celular roubado não poderá mais se conectar a nenhuma operadora. Em outras palavras, esse processo torna os dispositivos menos úteis aos criminosos, já que impedem que eles sejam revendidos posteriormente.

Imagem: Captura de tela/Lucas Wetten/Canaltech
Imagem: Captura de tela/Lucas Wetten/Canaltech

O recomendado é que você descubra e guarde esse número em um lugar seguro assim que adquirir o dispositivo. Para isso, digite o código #06# em seu teclado e anote o número (ou números, no caso de aparelhos com mais de um chip) exibido na tela.

Caso seu celular seja roubado, você deve informar o código à sua operadora usando o número específico usado por ela:

  • Claro - 1052

  • Oi - 1057 ou *144

  • TIM - 1056 ou *144

  • Vivo - 1058 ou *8486

  • Nextel - 1050 ou (11) 4004-6611

  • Porto Seguro Conecta - 10544 ou *333

2. Registre um boletim de ocorrência

Além de bloquear seu aparelho junto à operadora, é indispensável fazer um boletim de ocorrência (BO) junto às autoridades policiais responsáveis. O documento ajuda na investigação e garante mais uma etapa de proteção caso seu celular seja usado para realizar transferências bancárias indevidas, por exemplo. Para criar o documento, você precisa fornecer os dados pessoais do dono do dispositivo junto ao IMEI.

3. Comunique o roubo à sua operadora

Mesmo com o IMEI retido, é preciso entrar em contato com sua operadora para comunicar o roubo. Isso vai permitir que você faça o bloqueio de seu número telefônico, evitando que ele seja usado para adquirir serviços ou na realização de ligações e envios de mensagens de SMS pelos criminosos.

Durante o processo, você também pode pedir para recuperar seu número, o que provavelmente será feito após o agendamento de um atendimento. Assim que você resolver o problema, é recomendável desativar seu WhatsApp entrando em contato pelo e-mail support@whatsapp.com com uma mensagem com as palavras-chave "Perdido/Roubado: por favor desative minha conta" no título. No corpo do texto, informe o número do telefone roubado acompanhado do código do país (+55 para o Brasil) e o DDD.

4. Use ferramentas de rastreamento

A opção de rastreio pode ser uma boa ideia para tentar reaver seu dispositivo, mas é preciso tomar cuidado ao usá-la. Para usar o recurso, é preciso que ele tenha sido habilitado antes do roubo, e tanto o Find My (iPhone) quanto o Encontre Meu Dispositivo (Android) exigem que você tenha dado permissão para que eles acessem o GPS e outras tecnologias de acompanhamento de localização.

Imagem: Divulgação/Apple
Imagem: Divulgação/Apple

O que torna essa opção complicada é que, ciente da existência da tecnologia, muitos criminosos já desligam as conexões necessárias para elas funcionarem assim que têm os aparelhos em mão. Caso isso não aconteça e você consiga ver onde seu aparelho está, nunca vá atrás dele sozinho, pois isso pode trazer mais riscos à sua segurança — sempre contate e forneça suas informações para forças policiais, que estão preparados para abordar quem pode estar com o celular.

Mesmo quando as ferramentas de rastreamento não conseguem apontar o local do dispositivo, elas podem apagar remotamente todos os dados contidos nele. Veja como fazer isso:

Android

  • Acesse o site android.com/find;

  • Faça login com seus dados;

  • Selecione a opção Limpar Dispositivo.

iPhone

  • Acesse o site icloud.com;

  • Entre com seu login e senha;

  • Selecione a opção Buscar iPhone;

  • Clique em Apagar Dispositivo.

4. Faça logoff de contas e mude sua senha

Um furto ou roubo pode ter consequências mais graves do que a simples perda de seu aparelho: sua conta do Google, por exemplo, pode ser usada para iniciar o envio de mensagens de spam com links que comprometem dados pessoais (golpe de phishing) ou vasculhada em busca de dados pessoais de conhecidos, o que colabora para ações criminosas baseadas na engenharia social.

Imagem: Reprodução/Google
Imagem: Reprodução/Google

Assim, é recomendado que você faça o logoff remoto de todas as contas possíveis: o Google, por exemplo, permite fazer isso por meio do navegador para desktops e por aplicativos mobile. Para aumentar ainda mais a segurança, troque as senhas de acesso de todos os perfis e plataformas ligados ao dispositivo roubado.

5. Desautorize atividades suspeitas

Caso você tenha algum app bancário instalado no celular, entre em contato imediato com seu banco para confirmar se nenhuma operação suspeita foi realizada. Mesmo que isso não tenha acontecido, troque sua senha de acesso para garantir uma proteção adicional — o mesmo deve ser feito em qualquer outro aplicativo que não permita o logoff automático ou tenha dados sensíveis, incluindo redes sociais e contas ligadas a sistemas de jogos.

6. Tome cuidado com golpes

Ao ter seu celular roubado ou furtado, você pode ser vítima de golpes antes mesmo de ter a oportunidade de reagir. Tome cuidado com qualquer contato imediato que solicite dados pessoais, pois ele pode estar sendo feito pelos criminosos em busca de meios para acessar suas contas ou desbloquear o aparelho.

Também comunique a seus contatos sobre o que aconteceu e alerte-os para qualquer contato que peça dinheiro ou outras informações pessoais. Com acesso à sua lista de conhecidos, golpistas podem tentar pedir transferências bancárias e solicitar dados para iniciar uma nova onda de invasões — e é comum ver vítimas agindo de maneira imprudente nessas situações, que normalmente evocam pedidos urgentes de um amigo ou parente que supostamente precisa de ajuda.

Fonte: Canaltech

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