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6 lições de liderança pós-pandemia com Guilherme Benchimol, fundador da XP

Melissa Santos
·4 minutos de leitura
Foto: FOLHAPRESS
Foto: FOLHAPRESS

A crise do coronavírus trouxe uma série de desafios para pequenas e médias empresas, mas também impactou as grandes, que tiveram que se reinventar e acelerar os processos tecnológicos que já estavam em pauta.

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Cada segmento foi impactado de uma maneira diferente e para debater sobre esses impactos foi realizado o painel de encerramento do segundo dia da Expert XP 2020, evento online da XP Inc. que reuniu Guilherme Benchimol, CEO e fundador da empresa, com Carlos Brito, CEO da Anheuser-Busch InBev, e José Galló, presidente do conselho da Lojas Renner, na última quarta-feira (15).

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Logo que a pandemia começou, as empresas tomaram medidas para garantir a segurança dos seus colaboradores, liberando o home office e, no caso das fábricas da AB Inbev, adotando medidas e mudanças na planta da fábrica para garantir o distanciamento social. Fora uma série de iniciativas e doações para a comunidade que foram anunciadas.

Mas agora com a retomada gradual das atividades, o que todos os líderes concordam é que para sobreviver ao "novo normal" as empresas deverão adotar mudanças. Confira, abaixo, as lições dos executivos:

Menos espaço físico

Para Benchimol, a pandemia mostrou que não há necessidade dos 25 mil m² na Avenida Faria Lima, em São Paulo, para que a XP possa operar. "Antes era inviável pensar que poderíamos ter nossos 3 mil funcionários trabalhando de casa. Com a pandemia, aprendi que precisamos de muito menos espaço físico do que achava que precisava", afirmou.

De acordo com o CEO da XP Inc., a empresa está melhor que antes com mais organização e agendas efetivas. "É um legado que veio para ficar. As pessoas vão ter mais qualidade de vida sem comprometer a entrega. Hoje todos estão mais ligados à família e ainda mais comprometidos com a companhia", disse.

Mais conveniência para o consumidor

Brito acredita que a crise acelerou tendências que já existiam como o e-commerce e uma maior preocupação com a saúde física e mental. "O consumidor já estava adotando os meios digitais e agora mais do que nunca ele quer mais conveniência e menos contato. Também há o aumento de consumo das bebidas em casa. O consumidor está 100% online e nós estamos indo para esse caminho", destaca o CEO da Anheuser-Busch InBev.

Menos burocracia e mais disrupção

Na opinião de Galló, o grande aprendizado da crise é que as empresas precisam ser menos burocráticas e complexas em sua operação. “Descobrimos que a complexidade desencanta o cliente. Os executivos estavam pensando na continuidade dos negócios como vínhamos fazendo, mas temos que pensar em recriar vários processos, fazer transformações. Sair da rotina de fazer as mesmas coisas e passar a entender que devemos trazer disrupção ao mercado", afirmou o presidente do conselho da Lojas Renner.

Mudança no estilo de gestão

Para Galló, as empresas também aprenderam com a crise a necessidade de uma mudança no estilo de gestão e a adaptação de uma nova cultura, estimulando que os líderes sejam mais inovadores. "Os líderes precisam ser ágeis e eficientes. Antes nossos treinamentos eram focados na complexidade e temos que treinar agora para a leveza. Precisamos ter líderes disruptivos e inovadores, que estejam muito próximos do cliente", fala.

Preocupação com a sociedade

Benchimol afirma que os clientes buscam bons serviços com um custo acessível, mas também querem que as empresas sejam comprometidas com as pautas sociais e de inclusão. "No caso da XP, a gente focou em ajudar quem não tinha o que comer. Doamos R$ 30 milhões e engajamos clientes para que eles também se engajassem. É importante criar uma corrente do bem em um momento como esse", fala.

Cobrança por sustentabilidade

Além de focar nos aspectos sociais, como mencionado por Benchimol, Brito também acredita que os consumidores vão começar a pressionar as empresas para que elas impactem menos o meio ambiente.

"Hoje, contamos com 30 mil fazendeiros em todo o mundo e fornecemos tecnologia para que eles possam usar menos água e orientações de como impactar menos a terra. Com essa preocupação ambiental, as cadeias de suprimentos vão se tornar mais locais com menos impacto", afirmou.

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