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6 erros mais comuns de quem perde uma vaga de emprego

Conversamos com alguns recrutadores e listamos os seis erros mais comuns de quem perde uma vaga de emprego; confira para não errar (Pixabay)

Por Melissa Santos

Por conta da crise econômica atual é natural que as pessoas fiquem meses a procura por uma recolocação profissional. Essa situação afeta –e muito– a autoestima do profissional e faz com que ele pense onde ele possa estar errando durante o processo seletivo

Pensando nisso, o Yahoo ouviu alguns recrutadores e coletou os seis erros mais comuns de quem perde uma vaga de emprego:

  • Mentir

Faltar com a verdade é malvisto em qualquer situação, e no âmbito profissional o peso aumenta. Um profissional que mente ou omite informações relevantes durante um processo ou mesmo durante sua trajetória na empresa tem grandes chances de demissão ou de ser desclassificado de um processo. “A dica é que seja sempre verdadeiro, traga exemplos reais de sua vivência e experiência”, explica Renato Trindade, gerente da Page Personnel, consultoria global de recrutamento para cargos de nível técnico e suporte à gestão.

Exagerar nas experiências descritas no currículo também não é ideal. “Nós, profissionais de RH, somos treinados para testarmos em entrevista o nível de conhecimento do candidato sobre cada assunto e requisito exigido na vaga, bem como levantarmos referências com antigos empregadores”, fala Natália Martins, Gerente de Transição de Carreira, da Thomas Case & Associados, consultoria de gestão de carreiras e RH.

  • Falta de preparo

Quem está em busca de um novo desafio ou até mesmo uma promoção tem de se preparar para tal situação. E é nas entrevistas de emprego que o profissional mostra suas competências técnicas e comportamentais. “Um profissional que não se prepara para uma entrevista, não estuda sobre o setor, a empresa e o interlocutor, passa falta de proatividade. Assim sendo, antes de uma entrevista obtenha o maior volume de informações sobre todos os pontos inerentes ao desafio e a empresa”, recomenda Trindade.

  • Nervosismo

Quando queremos muito algo, corremos o risco de nos boicotarmos. Por isso é muito comum o candidato em entrevista falar demais ou então se vender de menos, tudo por conta do nervosismo. “Alguns profissionais perdem oportunidades exatamente por estarem nervosos e não conseguirem passar todo seu potencial. Por isso que se preparar para a entrevista é o ponto de partida para dar tranquilidade ao profissional”, fala Trindade.

“No momento da ansiedade pela recolocação, o ideal é buscar sempre o equilíbrio. Sempre responda exatamente o que o selecionador está perguntando, pois ele precisa de respostas para as dúvidas sobre seu perfil e experiência, já que só assim ele conseguirá te aprovar ou não no processo seletivo”, explica Martins.

  • Falta de interesse

As empresas buscam profissionais curiosos, que questionam sobre assuntos e buscam obter mais informações para conseguir solucionar problemas. Candidatos que não desmontaram interesse, seja pela empresa, pelo mercado ou até o desafio, perdem excelentes oportunidades. Fazer perguntas inteligentes e coerentes mostram atenção, envolvimento e vontade de aprender. Boas perguntas podem ser o passaporte para uma aprovação.

  • Não ter disponibilidade

Em um processo seletivo, um dos principais desejos do recrutador é que o profissional se mostre interessado e disponível para a vaga em questão. “Mesmo que esse profissional esteja em outro emprego durante o processo seletivo é preciso que ele evidencie que está interessado em encontrar agendas possíveis para participar do processo”, explica Gabriel Santos, Gerente Sênior da divisão de Vendas & Marketing da Talenses.

  • Não estar alinhado com o perfil da vaga

Segundo Santos, para participar de um processo seletivo é preciso que o profissional estude se a vaga em questão e a cultura da empresa estão alinhadas com as suas habilidades e expectativas, respectivamente. “Caso não estejam, as chances de a contratação não acontecer são grandes”, diz.